A figura do execrável Bolsonaro isolará o Brasil internacionalmente

O mais recente ataque sórdido a ex-presidente e atual comissária do Direitos Humanos Michelle Bachelet, é apenas mais um capítulo da interminável festival de trapalhadas do presidente neonazista brasileiro.

Bolsonaro e Sebastían Piñera

O ataque foi tao grotesco que o presidente conservador do Chile Sebastían Piñera – que até então era um aliado – foi á rede de televisão para manifestar o repúdio as declarações irresponsáveis, para dizer no mínimo, de Jair Bolsonaro.

O isolamento internacional

Antes da eleição, Bolsonaro já havia atacado o maior parceiro comercial, a China, que por sinal o Brasil tem um enorme superávit, dizendo que ele não ia permitir a compra do país pelo gigante asiático, sinalizando que o parceiro preferencial seria os EUA.

Com os países árabes, houve também desgastes, com o anúncio para logo depois recuar, que ia transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

Com interferência direita de Bolsonaro, a Petrobrás negou á abastecer dois navios iranianos, após um mês parado, mas graças a justiça eles receberem o combustível e puderam retornar ao seu país carregado de milho brasileiro.

Seguindo os passos de seu ídolo Donald Trump, Bolsonaro rompeu acordo  com a Noruega e Alemanha ao suspender o Conselho de Administração e o Comitê Técnico do Fundo Amazônia.

Ocorre que Bolsonaro não é Trump. Se Trump ainda pode se dar ao luxo de romper os acordos nuclear com o Irã e o Tratado de Armas Nucleares de médio e curto alcance (INF) com a Rússia, Bolsonaro se encontra em situação isolamento à cada “trombada Diplomática”,  sempre contando que haverá apoio de seu homólogo americano.

As recentes queimadas que devastaram grandes áreas da floresta amazônica e as agressões estúpidas ao presidente e a primeira dama da França, fez com Bolsonaro tivesse uma projeção internacional da pior forma possível. O fato, é que esse episódio poderá acabar de vez com o acordo do Mercosul e a União Européia, e as reações em todo mundo principalmente dos consumidores mais sintonizados com as causas ecológicas irá trazer enormes prejuízos para o Brasil.

Sem o apoio de Trump

As ações de Donald Trump estão cada vez mais voltada para a sua campanha da reeleição para Casa Branca em 2020, e a figura execrada mundialmente de Bolsonaro é um ônus muito grande até para ele carregar em sua campanha. Portanto, para Trump, o melhor é manter Bolsonaro à distância e amarrado em uma “camisa de força” para evitar mais constrangimentos.  Mesmo porque, Bolsonaro já entregou tudo que os americanos queriam do Brasil: o incondicional alinhamento diplomático aos interesses americanos, a Embraer, a base de Alcântara, o Pré-Sal,  sem obter nada em troca!

 

 

 

 

Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

onze + um =