Bolsonaro janta com Olavo de Carvalho e Steve Bannon, nos EUA

Presidente se reúne com conservadores do país e fala em combater ‘antigo comunismo’; Bolsonaro se encontra com Trump na terça-feira (19/03)

Reprodução/Twitter Presidente Jair Bolsonaro publicou foto com Olavo de Carvalho e integrantes de comitiva em Washington

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou nos EUA neste domingo (17/03) e seu primeiro compromisso oficial foi um jantar com conservadores do país. Ele se sentou à mesa entre Olavo de Carvalho e o ex-estrategista de Donald Trump Steve Bannon. A ceia foi na residência do embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral.

Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Santana do Rêgo Barros, o presidente discursou, “levantou ideias” e, depois, conversou com os convidados. “As ideias do presidente são de fortalecer nosso comércio reconhecendo que os Estados Unidos são o segundo mercado para os produtos brasileiros; que a diplomacia de fortalecer a democracia neste lado do Ocidente é extremamente importante; reconhecendo que aspectos relativos ao antigo comunismo não podem mais imperar nesse nosso ambiente que vivenciamos.”

Estiveram presentes no encontro: sete ministros de Estado que integram a comitiva; Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente; Filipe Martins, assessor especial da área internacional da Presidência; Sergio Amaral, embaixador do Brasil em Washington; Olavo de Carvalho, escritor; Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump; Gerald Brant, articulador de Bolsonaro à época da campanha; David Shedd, pesquisador visitante da Fundação Heritage; Chris Buskirk, editor do site American Greatness; Mary Anastasia O’Grady, colunista do Wall Street Journal; Walter Russell Mead, colunista do Wall Street Journal; Matt Schlapp, presidente da União Conservadora Americana; Roger Kimball, editor da revista New Criterion.

Um dos assuntos mais abordados pela comitiva brasileira foi a China, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, endossando o bordão de que o país pode “comprar no Brasil, mas não comprar o Brasil”. A comitiva demonstrou preocupação com o que chama de  “dependência” da economia brasileira com a China, seu maior parceiro comercial. Os Estados Unidos estão em segundo lugar.

O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e Olavo de Carvalho são dois dos maiores defensores de um distanciamento da China, mesmo alinhamento defendido por Bannon nos EUA. Já os agricultores brasileiros temem que um distanciamento prejudique as exportações de commodities.

No Twitter, Eduardo Bolsonaro chamou o encontro de “sensacional encontro” e “grande noite”. “Me surpreendeu positivamente, porque esses jantares normalmente são muito blá-blá-blá, mas este não”, disse Olavo de Carvalho.

Nesta segunda (18/03), Bolsonaro terá reuniões com o ex-secretário do Tesouro norte-americano Henry Paulson, participa de cerimônia de assinatura de atos e janta com executivos do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos. No final da tarde, participa da cerimônia de assinatura de atos.

As atenções estão voltadas para o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e os Estados Unidos. A medida permitirá o uso comercial da Base de Lançamentos Aeroespaciais de Alcântara (MA). Estima-se que, em todo o mundo, exista uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano.

Na terça (19/03), Bolsonaro se encontra com Trump. Ele retorna ao Brasil no dia 20 e, em seguida, viaja para o Chile, onde participa da Cúpula do Prosur.

Do Ópera Mundi

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