Bolsonaro levanta hipóteses absurdas contra o PT para evitar cobranças sobre a pandemia

Em poucas horas, Bolsonaro e seus subalternos realizaram, ainda, uma série de ações que deixam clara a responsabilidade que carregam pela morte de centenas de milhares de brasileiros na pandemia. Bolsonaro disse que, se o PT voltar ao poder, haverá uma plantação de maconha em frente ao Palácio do Alvorada.

psicopata
Bolsonaro demonstrou, mais uma vez, total desrespeito pela morte de quase 500 mil brasileiros com a covid-19

Enquanto a pandemia, no país, caminha a passos largos para mais de 500 mil mortos pela covid-19 e ameaça uma terceira onda de contágio, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) resolveu criticar o Projeto de Lei que autoriza a venda de medicamentos derivados da maconha. Aos seguidores presentes no chamado ‘cercadinho’, à saída do Palácio da Alvorada, nesta terça-feira, Bolsonaro atacou o PT.

Bolsonaro disse que, se o PT voltar ao poder, haverá uma plantação de maconha em frente ao Palácio do Alvorada.

— Tem a canabidiol sintética. Não precisa deixar o pessoal em casa, não. Já imaginou se o PT um dia voltar ao governo? Vai ter plantação de maconha ali, ó… — disse, apontando para o gramado.

Pandemia

O projeto, que foi classificado como “uma porcaria” por Bolsonaro, estava pautado para análise do Plenário, nesta terça-feira, na Câmara. Cerca de 13 milhões de brasileiros poderão ser beneficiados, caso seja aprovado. Caso os deputados aprovem a matéria, no entanto, o projeto ainda passará pelo Senado e Bolsonaro poderá vetá-lo.

O uso do canabidiol (CBD) para fins medicinais foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  em 3 de dezembro de 2019, contudo, mesmo com essa autorização, a medicação permanece inacessível financeiramente para a maioria da população em razão do alto custo.

Em poucas horas, Bolsonaro e seus subalternos realizaram, ainda, uma série de ações que deixam clara a responsabilidade que carregam pela morte de centenas de milhares de brasileiros na pandemia. A princípio, a imposição de sigilo sobre um processo administrativo, a condecoração dada a um general e a mudança de um professor universitário para outro país podem parecer eventos sem relação. “Mas, no atual governo, revelam-se como mais uma escancarada confissão de culpa”, afirma nota do PT, levada a público após os ataques do mandatário neofascista.

Hierarquia

“O primeiro ato foi a vergonhosa decisão do Exército Brasileiro de impor um sigilo de 100 anos ao processo administrativo sobre a participação do general Eduardo Pazuello em um ato político, no Rio de Janeiro, ao lado de Jair Bolsonaro”, acrescenta a nota. A determinação do segredo se tornou pública na segunda-feira, depois de a mídia conservadora pedir acesso aos documentos, o que acabou negado.

Ainda segundo o PT, “não há outra conclusão possível a não ser a de que se trata de um capítulo tão vergonhoso para o Exército que a saída encontrada foi proibir o acesso aos documentos por um século inteiro”.

“O regulamento é claro: militares da ativa não podem participar de atos políticos, pois, caso contrário, abre-se a porta para a quebra da hierarquia e da disciplina, os dois pilares fundamentais das Forças Armadas. Mesmo assim, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, arquivou o processo, sem encontrar irregularidades no comportamento de Pazzuelo”, acrescenta.

Gabinete paralelo

O partido cita, ainda, o pedido do virologista Paolo Zanotto para se afastar do trabalho na Universidade de São Paulo (USP) por dois anos. Zanotto – aquele que, em reunião com Bolsonaro, falou mal das vacinas e propôs a criação de um “gabinete das sombras” para aconselhar o governo na condução da pandemia – quer morar dois anos no Canadá.

“Talvez por não pertencer às Forças Armadas, Zanotto não deve se sentir muito seguro, agora que a CPI da Covid descobriu que o genocídio de Bolsonaro contou com a colaboração de um gabinete paralelo. Justamente agora o virologista, que junto com outros especialistas, brincaram com a vida dos brasileiros, ajudando o país a perder quase meio milhão de vidas, que mudar de continente. Culpados costumam agira assim”, conclui a legenda.

Fonte: CdB

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