Descoberta de restos de hominídeos em caverna amplia o conhecimento da raça humana

Restos encontrados no Altai pertenciam à criança “interespecífica”!

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Os cientistas que estudam a vida de nossos ancestrais fizeram uma grande descoberta graças à análise bem-sucedida do DNA dos ossos encontrados na Caverna Denisova (Rússia). As conclusões feitas com base na análise são as seguintes: é possível confirmar o fato de que várias subespécies de nossos ancestrais, em particular Neandertais e Denisovas, não apenas se contataram, mas também viveram juntas, criando famílias.

Vivian Slon (Instituto de Antropologia Evolucionária em Leipzig), um dos cientistas participantes do projeto, explicou que a inevitabilidade de contato entre paleantropos e indivíduos do gênero Denisovas já havia sido previsto anteriormente  por pesquisadores. Acreditava-se também que eles entraram em contato e tiveram filhos comuns. No entanto, agora os cientistas confirmaram todas as hipóteses, analisando os restos mortais de uma criança, cujo pai pertencia ao gênero “Denisovas”, e a mãe era homo-neanderthalensis.

Em 2010, Svante Paabo, que estuda o DNA de nossos ancestrais, anunciou a descoberta do “terceiro” tipo de humano a partir do dedo encontrado na caverna de Denisov. Segundo a conclusão do cientista, as pessoas que viveram lá há 50 mil anos eram os ancestrais dos paleantropos. Estudos adicionais mostraram que o homo de Denisovas é uma subespécie completamente independente e humana, não relacionada às subespécies paleantrópicas. Os representantes de hoje dos países da América do Sul e do Sudeste Asiático são seus descendentes distantes.

Deve-se salientar que os funcionários do Instituto de Arqueologia e Etnografia, além de dentes e dedos, descobriram muitos outros restos humanos. Sua análise também levou a conclusões surpreendentes.

Uma grande surpresa foi a análise dos ossos de uma menina de treze anos que morreu há cerca de 90 mil anos. Após a análise do DNA, descobriu-se que a menina era uma criança de “espécies cruzadas”. Isso mais uma vez confirma que diferentes tipos de raças hominídeas antigas às vezes relacionavam ​​entre si.

Os pais da garota também tinham um origem interessante. Seu pai não era um puro-sangue “Denisovas”, desde 300-600 gerações atrás, seus parentes ainda tinham conexões com os neandertais.

A mãe da menina também tinha DNA misto e era de um lugar onde agora está localizada a Croácia.

O uso das mais recentes tecnologias para a análise do DNA dos antigos humanos tem enormes perspectivas, esse tipo de análise nos permite determinar o habitat de nossos ancestrais e as conexões com as quais eles entraram em contaro. Deve-se dizer que hoje todos podem descobrir tudo sobre seus ancestrais simplesmente doando sangue e enviando-o para análise a um laboratório especial. Claro que esse procedimento custa muito dinheiro, mas é a chave para superar o preconceito interracial.

Texto adaptado do Glavtema

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