EUA negociam trégua no Afeganistão com o Talibã

 

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Aparentemente os EUA chegaram a um acordo inicial com o Talibã na sexta-feira, que poderia começar a retirada de tropas americanas do Afeganistão, de acordo uma autoridade governamental dos EUA.

Digo aparentemente, porque vários acordos foram tentado com o grupo terrorista – que os próprios EUA criaram – para eles próprios sair desse atoleiro, mas sem sucesso.

O próprio presidente Trump, havia sinalizado que um acordo poderia ser alcançado em breve, permitindo que a guerra de 18 anos nos Estados Unidos no Afeganistão terminasse depois de milhares de vidas perdidas e bilhões de dólares gastos. Mas como eu disse, as tentativas anteriores de deixar o Afeganistão não deram certo.

O tal acordo “muito específico” exige uma “redução da violência” de sete dias, cobrindo todo o país, para atuar como precursor das negociações de paz com todos os afegãos dentro de 10 dias, disse uma autoridade dos EUA à margem do Conferência de Segurança de Munique. Ao que parecesse Trump está muito apressado para retirar suas tropas de lá, talvez seja pelo calendário eleitoral americano.

Uma saída dos EUA provavelmente não significaria o fim dos combates. O Talibã não está disposto a depor as armas, rejeitando pedidos de cessar-fogo durante as negociações. E no pensamento dos dirigentes do grupo, a saída das tropas americanas, pavimentaria a volta do Talibã ao poder, mesmo porque o atual governo afegão, impopular e desgastado pela corrupção, não terá forças para se manter por muito tempo sem ajuda externa.

É preciso admitir que Trump não é o primeiro presidente americano a querer acabar com o conflito. O Bush queria, o Obama queria. Mas, ninguém podia vislumbrar um caminho para um final “feliz”, e a bem da verdade, o povo americano está cansado desse conflito sem fim.

O que os impediu é a certeza de que, uma vez partindo, o Talibã assumirá o controle … e oferecerá refúgio seguro à Al Qaeda novamente.

Esse é um risco que Bush não estava disposto a assumir, o Obama não estava disposto a assumir e o presidente Trump no início de seu mandato não estava disposto a assumir.

O irônico desse acordo, é que quando Bush mandou as tropas para o Afeganistão, em sua “guerra santa contra o terrorismo”, os EUA tinha uma retórica de nunca negociar com terroristas!

Mas, os tempos são outros, muita coisa mudou, e desde então os custos dessa guerra se tornou insuportavelmente astronômico, mesmo para uma superpotência decadente.

 

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