Explosão de casos do novo coronavírus na Coréia do Sul coloca seita secreta sob suspeita

Na Coréia do Sul praticamente triplicou os casos de infecção do novo coronavírus de ontem para hoje, agora são 3150 casos com 17 mortes

As autoridades anunciaram o fechamento da igreja Shincheonji em Jeonju, província de Jeolla do Norte na quarta-feira. / Yonhap

(Osaka, 29/02) – A seita secreta Shincheonji, que se tornou um foco de infecções por coronavírus na cidade Daegu, estava fazendo proselitismo até recentemente em Wuhan, China, onde a epidemia começou.

A seita afirmou em seu comunicado que sua igreja em Wuhan havia sido fechada no ano passado, mas foi desmentido por um canal do YouTube  que obteve uma transcrição de um sermão da seita da cidade de Busan, que controla as atividades missionárias em Wuhan.

De acordo com a transcrição, o líder da igreja de Busan disse em 9 de fevereiro: “Vocês sabem sobre a pneumonia em Wuhan. Nossa igreja distrital está lá. Mais de 700 pessoas morreram na China, enquanto há mais de 30.000 casos confirmados. Mas nenhum  de nossos discípulos foi infectado. Se permanecermos firmes em nossas crenças, Deus nos protegerá. “

Os cerca de 200.000 membros da seita costumam esconder sua afiliação, mesmo de amigos e familiares. Eles acreditam que seu pastor, Lee Man-hee, é a Segunda Vinda do Messias e recebe suas mensagens diretamente de Deus.

Desabastecimento e medo

No outro lado do mar, o fantasma do desabastecimento ronda o Japão. A população com medo do surto do novo coronavírus estão estocando alimentos e produtos de higiene e limpeza. Em algumas regiões onde foram detectados casos fatais, está havendo falta de papel higiênico, e alguns de alimentos não perecíveis como macarrão instantâneo e arroz. Máscaras cirúrgicas é um artigo raro, e se esgotam imediatamente, antes mesmo de serem colocadas nas prateleiras.

Hotéis na cidade de Osaka que recebiam muitos turistas chineses estão vazios, inclusive há estabelecimentos cerrando as portas definitivamente devido a falência. Os noticiários das tevês japonesas dedicam maior parte do tempo para cobrir a epidemia. Os jogos Olímpicos de Tókio está no limbo, não há clima entre os japoneses, que estão com o foco voltado para a evolução de doença.

 

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