Impressões de viagem à Rússia – parte VI – Vladimir

Em complemento a  postagem anterior …Suzdal

Após o desembarque da rodoviária de Vladimir, seguindo á direita, já é possível ver as cúpulas douradas douradas da Catedral da Dormição.

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Para chegar a Avenida Bolshaya Moskovskaya onde há um grande número de igrejas ortodoxas, monumentos e parques, é preciso caminhar pela Ulitsa Vokzal’naya que é estreita ruazinha só para pedestre.

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Ulitsa Vokzal’naya

Ao chegar à avenida é possível ver uma enorme muralha (Krem’l) e em seu interior há um monastério. O Mosteiro da Natividade Theothokos (Богородице-Рождественский мужской монастырь) é um complexo composto por várias igrejas e prédios em seu interior.

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Vista na parte de trás do Kremlin

Do outro lado da avenida temos a sede do governo do Oblast de Vladimir.

fotos Управление МВД России по Владимирской области – Gabinete do Ministério da Administração Interna da Rússia para a região de Vladimir

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Памятник князю Александру Невскому – Monumento ao Príncipe Alexandr Nevsky
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Monumento ao pintor Andrei Rublev
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Uspenskiy Sobor – Catedral da Dormição
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Памятник князю Владимиру и святителю Федору – Monumento ao Príncipe Vladimir e São Fiódor
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Descanso no parque Pushkin
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Памятник 850 Летию Владимир – Monumento 850º aniversário de Vladimir
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я люблю Владимир – Eu amo Vladimir

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Ponte sobre o rio Kliazma

Após quase três horas perambulando pelas igrejas e parques de Vladimir era hora de voltar, pois às 18h25min o trem partiria para São Petersburgo com parada em Moscou.

Chegamos à estação faltando uns quarenta e cinco minutos, ainda deu tempo de saborear novamente um cachorro quente feito na Rússia. Hum só de lembrar, era muito bom! E aquela salsicha defumada era uma delícia! E a senhora do quiosque era de uma simpatia!

Quando faltava vinte cinco minutos o nosso trem apareceu no letreiro da estação, era hora de partir de Vladimir!

No portão que dá acesso a plataforma eu mostrei o nosso e-tickets para o funcionário que estava no portão do embarque, ele verificou o nosso trem e nos indicou um que estava parado do outro lado da plataforma, e começou a nos explicar como chegar até ele.

Porém vendo que éramos estrangeiros ele gentilmente pediu que nós o seguíssemos, e mais adiante falou para seguir em frente na plataforma e cruzar a linha num ponto que ele indicou.

Alguns instantes já em frente à entrada para o nosso vagão apresentamos nossos passaportes e os e-tickets para a comissária. Assim que verificou em seu palmtop nossas passagens, ela pediu-nos que a acompanhasse. Seguimos pelo corredor, e após alguns passos ela abriu a porta da cabine, acendeu a luz e mostrou como ligar a TV. Então, nós a agradecemos pela gentileza de nossa comissária (mais uma vez sentimos o quanto eles são prestativos e eficientes).

Apesar da curta distância, vou agora explicar o motivo de ter escolhido o retorno a Moscou em cabine. Foi devido o horário que escolhemos para retorno.  Apesar de comprar as passagens pela internet com antecedência, só havia sobrado vagas nesse trem em cabine para dois passageiros, ou a opção de viajar sentado em poltronas só que em lugares separados.

Porém não me arrependi da escolha, a cabine era muito confortável, composta de duas camas e no meio uma mesinha. Havia também dois kits, contendo chinelos, fones de ouvido, tapador de olhos, escova de dente e pasta. O preço por passagem foi 2793 rublos ou aproximadamente 49 dólares.

O tempo de viagem era de aproximadamente 3 horas, pois os trens noturnos vão mais devagar, mas mesmo assim aproveitamos bastante o conforto da cabine.

Essa viagem me fez lembrar o tempo de infância, em que viajei de trem em uma cabine para quatro pessoas de São Paulo com parada para troca de trem em Bauru com destino final até Corumbá. Também fiz longas viagens de trem de São Paulo ao Rio, mas, infelizmente sucessivos governos deliberadamente deixaram a malha ferroviária brasileira sucatear para privatizar a preço de banana. Só uma mudança muito grande em termos políticos fará com que o Brasil volte a rodar sobre trilhos. Quem sabe, não custa nada sonhar!

Faltando 30 minutos a comissária bate a porta para anunciar a chegada a Moscou. Quem tem sono profundo não se preocupe, pois a comissária nunca se esquece de avisar os passageiros que devem descer em suas respectivas parada, e jamais sairá enquanto o passageiro não abrir a porta.

No próximo post relatarei um pouco do motivo principal que nos trouxe á Rússia –  Os 100 anos da Grande Revolução de Outubro!
Da svidânia, até a vista!

 

 

 

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