Impressões de viagem à Rússia – parte VII – Os 100 anos da Grande Revolução Russa

Em sequência ao post anterior …Vladimir

O dia 07 de novembro amanheceu frio e o céu acinzentado com uma chuvinha fina. Acordamos cedo, mas não tão cedo, pois o café da manhã era só servido às nove horas e também aproveitamos para descansar depois da viagem bate e volta de ontem.

Depois fomos de metrô até a praça vermelha para ver se conseguia assistir ao desfile oficial em comemoração a Revolução Russa. Porém chegamos um pouco atrasado, os portões já estavam fechados. O máximo que conseguimos ver foi está registrado na foto abaixo.
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Parada oficial em comemoração do dia da Revolução Russa e ao lado o ГУМ -GUM.

Ficamos ali parados bem em frente ao GUM (ГУМ – antigo centro de compras soviético) assistindo a movimentação, durante este período ficamos sabendo que os portões só abririam novamente para visitação após as 14:00 hs.

Então o jeito era aproveitarmos o tempo e dar uma volta pelo centro e depois voltar ao GUM para almoçar.
Durante o nosso passeio pelos arredores, vimos muitas obras em andamento, talvez devido à proximidade da copa do mundo.

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As mulheres russas são belas, mesmo com pesadas roupas de frio, não perdem a elegância!

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Kotelnicheskaya Embankment – prédio residencial

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Park Zaryadye

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Catedral de Kazan

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Por volta do meio dia fomos ao GUM almoçar no Stalovaia 57

ГУМ – GUM

O ГУМ (Государственный универсальный магазин – Loja de Departamentos do Estado) foi na era soviética o maior centro de compras do país. Eram diariamente frequentada por 200 mil pessoas. E devido o grande fluxo de visitantes havia formação de grandes filas. Isso servia para críticas do sistema socialista por partes dos adversários.

Só que um pequeno detalhe: O povo soviético tinha poder aquisitivo! Hoje não existem mais filas e também o perfil de clientes mudou. Agora são os novos ricos russos e muitos turistas que são os frequentadores dos corredores margeados por luxuosas lojas.

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Após uma volta para conhecer o seu interior, fomos ao terceiro andar para o Stalovaia 57.

O stalovaia ou cantina soviética foi criado na época do Stálin e funciona tipo bandejão, o cliente vai pegando os pratinhos ou pede para a atendente os pratinhos que estão dentro das estufas de vidro. É um tipo de restaurante com preços populares, só que evidentemente o Stalovaia 57 é bem diferente dos similares em relação ao preço!

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Por exemplo:

Um pratinho de salada com queijo Feta (салат с сыром фета) custou 195 rublos (3,42 dólar), Salmão grelhado (лосось гриль) – 450 rublos, salada Olivier (салат оливье) – 130 rublos, pepino em conserva (огурец соленый) – 85 rublos, suco de cranberry (морс клюквенный) – 50 rublos, pão de trigo (булка пшеничная) – 10 rublos.

Durante o almoço vimos um grupo de brasileiros, ficamos sabendo que eram de Curitiba, e que vieram também para participar das comemorações dos 100 anos da Revolução Russa. Eram professores e sindicalistas do PC do B e do PT.

Após o almoço voltamos à praça vermelha, e de cara podemos ver algumas peças de artilharia e tanques de guerra. O interessante é que as pessoas podiam ver, tocar e entrar nos tanques expostos após o desfile oficial.

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Oportunidade única para ver o interior de um tanque de guerra

Ainda tivemos a oportunidade apreciar o belo hino священная война – Guerra Sagrada. Essa hino mexe com a alma de qualquer pessoa mesmo que não compreenda o que cantam!

Então por volta das 15:45 fomos a pé até estação Pushkinskaya onde haveria uma concentração dos membros dos partidos comunistas e operários de vários países, comandado pelo partido Comunista da Federação Russa.

Desse ponto partimos em passeata pela Avenida Tverskaya até a Teatral’naya Ploshchad (Praça do Teatro) onde fica o monumento dedicado a Karl Marx.

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Presença brasileira no evento

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Depois da passeata voltamos ao hotel, por volta das oito horas fiz um derradeiro teste, telefonei para recepção e fiz o pedido em russo, deu certo! A atendente entendeu perfeitamente!

O tempo estava acabando, era preciso preparar-nos, pois amanhã à tarde teríamos que partir, mas ainda faltava fazer duas atividades para o período da manhã do dia seguinte.

Mas eu isto contarei na próxima postagem, “paka-paka” (tchau-tchau)!

 

 

 

 

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