Lula reúne-se com economista Thomas Piketty e prega nova ordem econômica mundial

“Nós temos que expor a desigualdade como um problema político, uma questão de dignidade humana. Não haverá diminuição da desigualdade se a gente não mexer no coração da riqueza

Lula e Piketty conversaram sobre a acumulação de riqueza e a consequente miséria no mundo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se, nesta terça-feira, com o economista Thomas Piketty, autor de O Capital no século XXI. A obra mostra como o aumento das riquezas é maior do que o crescimento econômico de vários países, levando a necessidade de taxação de grandes fortunas para a redução da desigualdade.

“Nós temos que expor a desigualdade como um problema político, uma questão de dignidade humana. Não haverá diminuição da desigualdade se a gente não mexer no coração da riqueza. Combinamos que esse será o primeiro encontro de uma longa colaboração para aprofundar esse debate no Brasil e no mundo”, disse Lula, no Facebook.

Pesquisadores

A questão da desigualdade tem sido central na agenda de Lula nos últimos meses.

— Quero agradecer a oportunidade de fazer o debate de uma coisa que me é muito cara. Nós temos que expor a desigualdade como um problema político, uma questão de dignidade humana. Não haverá diminuição da desigualdade se a gente não mexer no coração da riqueza — avaliou o ex-presidente.

O encontro reuniu pesquisadores da desigualdade em todo o mundo, em especial na América Latina e Brasil.

— É muito difícil compreender o Brasil se não levar em conta os 350 anos de escravidão. Somos uma sociedade escravagista, embora a escravidão formalmente tenha sido extinta. Ela existe na economia brasileira. Existe no patrimonialismo. A elite brasileira nunca efetivamente se deu conta da necessidade de elevar a qualidade de vida dos mais pobres — acrescentou.

Ao final do encontro, Piketty anunciou que este foi o primeiro de uma importante colaboração sobre o tema da desigualdade.

— Foi muito interessante. Temos que garantir que continuemos em contato nesse intercâmbio e vamos tentar ir ao Brasil com nossa equipe para aprofundar esse debate — concluiu o economista.

Fonte: BdF

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