Mãe, eu estou com medo!

Os medos das crianças são norma ou desvio? O que os pais podem fazer? Existem métodos eficazes para sua erradicação?

MEDO E IDADE

Por um certo período de desenvolvimento infantil é caracterizado por seus próprios medos.

Medos se desenvolvem com o desenvolvimento das crianças.

  • Crianças menores de 1 ano de idade têm medo de movimentos inesperados de silhuetas humanas e barulho alto.
  • Crianças de 0,5 à 1 ano também são caracterizadas pelo medo de estranhos e pelo cuidado da mãe.
  • No período de 1-3 anos. Dos antigos medos, resta apenas o medo de sons altos e estranhos e, no lugar dos desaparecidos, surgem novos: dor, solidão, médicos, personagens de contos de fadas (por exemplo, assombração ou bicho papão), injeções, lugares novos e barulhentos.
  • Aos 3-5 anos, a fobia de lugares fechados, assim como o medo da morte e da escuridão, podem se juntar ao antigo medo da solidão.
  • Aos 6-7, o medo da morte é adicionado á outros e começa a se espalhar para as figuras dos pais (a mãe vai morrer). Manifesta-se em imagens de guerra, doenças, cataclismos, monstros, sangue.
  • Aos 7-8 anos de idade, as preocupações sociais aumentam para posições de vanguarda: “elas rirão de mim”, “não chegarei a tempo / não posso”, “vão me repreender” etc. Em crianças com imaginação desenvolvida e alta sensibilidade, os medos são especialmente vívidos e numerosos.

RAZÕES

Os medos podem ser divididos em normativo (normal) e neurótico (complicando a vida de uma criança e exigindo correção).

  • Medos normativo correspondem à idade. Eles sinalizam que a criança cresce, sua mente se torna complexa.
  • Medo neurótico é um medo que se repete ou é muito forte. Pode indicar problemas familiares ou trauma psicológico. Neste caso é melhor consultar um especialista.

PRINCÍPIOS DE TRABALHO COM MEDO

Primeiro é preciso identificar a fonte do medo. Depois disso é possível começar a trabalhar com a criança:

  • Trate as queixas da criança com sensibilidade e cuidado.

Por exemplo:

“Mãe, eu tenho medo de ficar doente.”

“Por que você acha que vai ficar doente? Se ficar doente, você será curada!”

  • Deixar claro para a criança que os medos é algo normal, que os adultos também têm medo.
  • Compartilhar seu medo com a criança. Por exemplo, um pai ou mãe deve admitir que também estava com medo do escuro quando era criança.

O que não se pode fazer:

  1. Intimidar a criança, imitar a aparência assustadora, por exemplo:  lobo mau.
  2. Ignorar os sentimentos da criança, dizendo que “falou bobagem”.
  3. Oferecer à criança uma racionalização do medo, explicando o absurdo de seus medos em termos de lógica.
  4. Desvalorizar os sentimentos da criança.
  5. Forçar a criança a não ter medo ou castigá-la, por exemplo: colocá-la no escuro.

MÉTODOS

  • Trabalhe no pensamento mágico. Compre um talismã ou faça. Explique à criança que este item traz boa sorte, remove problemas e assombrações.
  • A terapia é um conto de fadas. Conte uma história sobre uma criança que foi perseguida exatamente pelos mesmos medos e como ela os superou.
  • Arteterapia. Desenhe, esculpa ou fabrique um objeto que simbolize o medo da criança. Converse com a criança sobre esse medo, elabore sua imagem e coloque características engraçadas ou amigáveis.
  • Jogo de terapia. Brincar com a criança fazendo papel da personagem que a assusta como um pequeno teatro, ou um brinquedo.
  • Dissipando o mistério. Consiste em explicar por que um aparelho é barulhento.

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