Maioria dos brasileiros considera justa liberdade de Lula, segundo DataFolha

A maior parte da população brasileira considera justa a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa do Instituto DataFolha, divulgada nesta terça-feira. Lula saiu da prisão no início de novembro

Segundo o estudo, 54% dos entrevistados entendem que a libertação do petista foi justa, ante 42% que a consideram injusta. Disseram não saber 5% dos entrevistados. A pesquisa ouviu 2.948 pessoas, nas quinta e sexta-feiras da semana passada, em 176 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Lula ocupava uma sala na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba até o dia 8 de novembro, após cumprir 19 meses da pena aplicada por Sérgio Moro, então juiz responsável pela Operação Lava Jato, no Paraná, referente ao tríplex de Guarujá (SP). Ainda cabem recursos quanto à sentença.

Confiança

O líder petista conseguiu a liberdade após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que mudou o entendimento quanto à prisão após julgamento em segunda instância, considerando inconstitucional a prisão de réus condenados que ainda tenham recursos pendentes em cortes superiores, como é o caso do petista.

Com base na Lei da Ficha Limpa, porém, Lula está impedido de disputar eleições ou ocupar cargos públicos. A pesquisa também questionou os entrevistados sobre se eles confiam nas declarações do ex-presidente. Os que dizem não confiar nunca somam 37%, enquanto outros 25% afirmam que sempre confiam. Afirmam que às vezes têm confiança no que fala o ex-presidente 36%.

O DataFolha também questionou os entrevistados quanto ao grau de confiança em declarações de Jair Bolsonaro. O resultado foi mais desfavorável ao atual presidente: 43% disseram nunca confiar no que Bolsonaro diz e outros 37% afirmam que às vezes confiam. Disseram confiar sempre 19%.

O apoio ao ex-presidente, no recorte por faixas da população, é maior entre jovens de 16 a 24 anos e de entrevistados com escolaridade de nível fundamental, faixas em que 61% consideram justa a soltura. A tendência se inverte nos segmentos de alta renda. A reprovação à libertação chega a 59% entre quem tem renda salarial mensal acima de dez salários mínimos.

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