O carnaval e os palhaços fantasiados de verde-oliva

Acadêmicos de Vigário Geral encerrou o desfile com um boneco que era um Bozo gigante vestido de presidente. 

Dizer que o Brasil só funciona depois do carnaval não é mera força de expressão.

Mas os palhaços fantasiados de verde-oliva estão as soltas desde que Bolsonaro foi eleito. No imaginário de seus eleitores, só os militares é que são capazes de “consertar o Brasil”, como se fosse uma “classe de iluminados”. Mas esquecem que não faz muito tempo atrás, a ditadura cívico-militar, saiu do poder deixando um passivo enorme. Inflação galopante, recessão, enorme dívida externa e com a economia praticamente controlada pelo FMI.

Saíram porque estavam desmoralizados e sem nenhum projeto para recuperar o país. Mas tinham aqueles que ainda queriam manter no poder. Inclusive Bolsonaro, que planejou explodir bombas no banheiro do quartel e no Cedae – empresa estadual de saneamento do Rio de Janeiro, com objetivo de mostrar insatisfação com o valor do soldo e também provocar uma reação do ala mais radical do exército para manter o regime, ao imputar os atentados se fosse concretizado, encima dos comunistas.

Descoberto o plano, Bolsonaro foi preso e expulso do exército em 1987.

Ouça o áudio do julgamento de Bolsonaro:

O poder dos generais

Bolsonaro, como não tem nenhuma articulação política no Congresso, optou por incorporar no seu ministério a ala militar e evangélicos para manter no poder.

Dos 22 ministérios, 9 estão ocupados por militares, os restantes estão ocupados por fundamentalistas e outros incompetentes.

Se outrora os militares tinham um projeto de país, hoje assistem calados o desmonte do Estado com vendas das estatais, a corrupção e bandidagem do clã dos Bolsonaros.

A contribuição maior dos militares para a eleição de Bolsonaro foi quando o  General Villas Bôas , que vive as agruras de doença terminal, foi na rede sociais para fazer pressão ao STF para manter Lula preso. O único candidato que poderia evitar esse desastre.

Mas os tempos são outros, hoje os militares só querem garantir seu “quinhão de poder”, e nomear parentes e amigos para cargos públicos.

A família Bolsonaro está tão intrinsecamente ligado à milícia do Rio de Janeiro que acabam incentivando policiais de vários Estados da Federação a praticarem os mesmos métodos. Esse é o caso do motim no Ceará, em que policiais mascarados provocaram terror e obrigando os comerciante a fecharem o comércio em plena tarde na cidade de Sobral, semelhante ao que é praticado por traficantes e milicianos do Rio de Janeiro.

Pelo lado do ministro civis, temos a “exótica” ministra do Direitos Humanos e da Família, Damares Alves, para ela tudo bem com a tortura desde que mantenha a abstinência sexual.

Weintraub o ministro da educação que não consegue redigir algumas linhas nas redes sociais sem dar uma trombada na língua portuguesa, é um analfabeto funcional!

Nestes tempos difíceis só mesmo com a luta e possível barrar autoritarismo desse governo “Kakistocrata“, como disse Ciro Gomes, o fascismo não se combate com flores”.

A vitória mesmo que temporária da greve dos petroleiros mostra o caminho, que só classe proletária unida é que pode barrar essa governo fascista.

 

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