O coronavírus e o sucateamento do SUS

O coronavírus cedo ou tarde fatalmente chegaria no Brasil, mas será que estamos preparados?

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Em uma rápida análise entre o primeiro caso brasileiro e a situação do navio de cruzeiro Diamond Princess é possível tirar certas conclusões de quanto estamos em uma situação muito preocupante. No caso do navio, dos 3711 passageiros, 705 tiveram contágio e houve 4 mortes, em situação de aparente controle através de uma quarentena imposta pelas autoridades japonesas. Fazendo as contas, apesar de todo o aparato, aproximadamente 19 porcento dos passageiros foram contaminados. Com relação ao Brasil, o homem que esteve na Itália apesar de ainda não haver muitos detalhes até o presente momento, certamente veio de avião. Ou seja, a situação se complica ainda mais em comparação ao navio.  Em um ambiente confinado, como no interior do avião, com mais de uma centena de pessoas respirando o “mesmo ar”, é um ambiente propício para proliferação do vírus. Há muitos artigos relatando a péssima qualidade do ar em aviões, mas não vamos ater nesse ponto, mas apenas alertar para possibilidade de a grande maioria dos passageiros ter entrado em contato com o vírus e desenvolver a doença! Será que as autoridades da área da Saúde estão a verificar e se possível rastrear as pessoas que tiveram contato ou que estavam no voo com paciente que está internado no hospital Albert Einstein?

Soma-se a isto, o que vários veículos de esquerda tem alertado sobre o sucateamento SUS (Sistema Único de Saúde), principalmente a partir do golpe de Estado que culminou com a deposição da presidente Dilma Rousseff, patrocinado por forças do capital financista. Com a retirada do Partido dos Trabalhadores do poder, uma das primeiras providências do governo golpista de Temer, foi aprovar em 2016, a PEC -241 ou PEC-55 (proposta de emenda constitucional) congelando os investimentos na Saúde e na Educação por 20 anos!

Na prática isso representou um duro golpe nos serviços básicos da saúde, com diminuição de quadros, principalmente agentes de saúde comunitária, profissionais essenciais em uma situação de combate a uma epidemia como no caso do coronavírus. Será com o desenrolar dos acontecimentos, a classe média abobalhada por anos de campanhas da imprensa golpista e pela Lava Jato, vão “cair na real”, e acordar dessa letargia que está paralisando toda nação. Até lá, é ficar na torcida para que ações políticas desastrosas não agrave uma situação virtualmente catastrófica!

 

 

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