O perdão a Pazuello fomenta a anarquia no Exército, diz Cristina Serra

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Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro Eduardo Pazuello discursa no Rio, em 23 de maio de 2021 – Reuters

Do DCM

Em sua coluna desta sexta-feira (04) na Folha, a jornalista Cristina Serra disse que o a desgraça do Brasil é uma obra coletiva de Bolsonaro e seus aliados.

Cristina enfatizou que o perdão ao ato de flagrante indisciplina de Pazuello, em evento com Bolsonaro, fomenta a anarquia no Exército.

“Terá consequências de alto risco para a conjuntura política brasileira”, disse ela.

Confira trechos abaixo:

A indulgência do comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, ao ato de flagrante indisciplina do general Eduardo Pazuello, terá consequências de alto risco para a conjuntura política brasileira. Mas não se pode dar a essa decisão a responsabilidade pela instalação da anarquia entre os fardados. Ela fomenta a anarquia, é certo. Mas o caldo da insubordinação começou a ferver faz tempo.

O marco mais explícito da permissividade nos quartéis deve-se a outro comandante da força, o general Villas Bôas, e seu post ameaçando o STF na véspera da votação do habeas corpus de Lula, em 2018. Na campanha daquele ano, militares da ativa engajaram-se com desenvoltura em exércitos digitais, públicos ou não, a favor de Bolsonaro. Como se sabe, em instituição hierarquizada o exemplo vem de cima.

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