O rápido avanço do processo de impeachment de Trump

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Faz quase um mês desde que a deputada Nancy Pelosi anunciou um inquérito formal de impeachment em 24 de setembro.

O que é mais notável, foi a rapidez com que decolou todo o processo, depois que surgiu do nada a estória da ligação telefônica da Ucrânia  para se tornar o tópico de impeachment – muito mais rápido do que as investigações sobre Richard Nixon e Bill Clinton.

Vamos aos números:

  • Passou mais de um ano e meio entre a invasão de Watergate (17 de junho de 1972) e a votação da Câmara para autorizar o inquérito de impeachment em Nixon (6 de fevereiro de 1974).
  • Nixon renunciou cerca de seis meses depois, diante da certeza em sua condenação no processo de impeachment, e remoção pelo Senado.
  • Demorou quase nove meses entre o primeiro relatório do Washington Post sobre um caso entre Bill Clinton e Mônica Lewinsky (21 de janeiro de 1998) e a votação da Câmara que autorizou sua investigação de impeachment (8 de outubro de 1998).
  • O inquérito durou 73 dias (10 semanas) até Clinton ser impeachment em 19 de dezembro de 1998 – pouco mais de dois meses.
  • Ele foi absolvido pelo Senado cerca de dois meses depois disso – em 12 de fevereiro de 1999, após um julgamento que durou cinco semanas (37 dias).

Agora  a linha do tempo de Trump:

  • Faz menos de um mês e meio atrás – 13 de setembro – quando o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, Adam Schiff, anunciou que havia emitido uma intimação ao diretor interino de Inteligência Nacional Joseph Maguire, por uma denúncia que o Inspetor Geral da Comunidade de Inteligência “determinou ser credível e uma questão de ‘preocupação urgente “(telefone de Trump a Zelenski, atual presidente da Ucrânia).
  • Pelosi anunciou o inquérito de impeachment apenas 11 dias depois.

Fonte: Axios

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