Os avanços tecnológicos e econômicos da Coréia do Norte

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Conforme havia prometido em uma postagem anterior, em que afirmava que a Coréia do Norte não havia capitulado por estar a negociar com EUA devido aos embargos econômicos. Eis então alguns dados dos avanços tecnológicos e econômicos da RPDC:

Os anos de dificuldades econômicas devido a uma série de enchentes e seca que arrasaram a agricultura entre os anos de 1994 à 1998 parece que ficaram para os registros históricos.

Apesar da dureza das sanções econômicas sem precedentes que foram aplicadas aos país, a República Popular Democrática da Coréia (RPDC)  registou o maior crescimento econômico dos últimos 17 anos em 2016, segundo o Banco Central da Coreia do Sul.

O Produto Interno Bruto teve um aumento de 3,9 pontos percentuais em relação ao ano anterior,  e os setores responsáveis por esse crescimento foram o da mineração e energético, além da produção de mísseis.

Devido ao bloqueio econômico o país é obrigado a fabricar praticamente de tudo.

Com base em estimativas de 2002, o setor dominante da economia norte-coreana é a indústria (43,1%), seguida pela prestação de serviços (33,6%) e a agricultura (23,3%). Em 2004, foi estimado que a agricultura empregou 37% da força de trabalho, enquanto a indústria e a prestação de serviços empregaram os restantes 63%. As maiores indústrias incluem produtos militares, construção de máquinas, energia elétrica, produção química, mineração, metalurgia, produção têxtil, processamento de alimentos e turismo.

Á título de comparação a RPDC é muito mais industrializado proporcionalmente que o Brasil, enquanto a participação da indústria no PIB da RPDC é em torno de 40%,  a indústria do Brasil é de apenas de 11,8% (dados de 2017).

Uma curiosidade muito interessante é que de acordo com ministério da Indústria e Comércio, entre 1997 e 2017, o Brasil foi um importador de produtos norte-coreanos de alta tecnologia somados em 400 milhões de dólares, por outro lado foi exportador de produtos primários (cereais, óleos vegetais e algodão).

Investimento na agricultura

Apesar de somente cerca de 20% do terreno montanhoso da Coréia do Norte ser terra arável. Grande parte da terra está livre de geadas apenas seis meses do ano, o que permitia apenas uma colheita por ano.  Porém após a grande crise alimentar, o governo investiu maciçamente em biotecnologia, e hoje algumas culturas como soja por exemplo produz duas colheitas anuais.

Outra medida que contribui muito para segurança alimentar foi a introdução de grandes fazendas de algas marinhas, que processadas apropriadamente, fornecem altos níveis de proteínas, e as convertem em “excelente suplemento alimentício”, bem como fertilizante. Além disso, possuem 20 % de lipídios, e por isso podem ser transformadas em biocombustíveis.

Segundo dados fornecido por satélites sobre as novas instalações norte-coreanas, os investigadores estimam que possam produzir 2.851 toneladas de biomassa de algas por ano, entre as quais aproximadamente 1.425 toneladas de massa nutricional.

Abaixo fotos de uma fazenda coletiva na região de Sepho, onde há criação de gado de corte, aves e lavoura.

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Automóveis , caminhões, tratores, ônibus 

Ao contrário do Brasil que depende das multinacionais e a última fábrica de automóveis genuinamente nacional foi fechado em 1996 (Gurgel Automotores S/A), a RPDC produz seus próprios automóveis e exporta atualmente para o Vietnã.

Recentemente a Coreia do Norte apresentou uma série de modelos de automóveis e caminhões Naenara, que significa “o meu país”.  A nova série conta ainda com modelos de  micro-ônibus e ônibus grandes.

O portal Naenara informa que o consumo de combustível dos automóveis e ônibus é cerca de seis litros por cada 100 quilômetros, e aproximadamente de oito litros por cada 100 quilômetros em caminhões. A velocidade máxima dos novos automóveis varia entre 120 e 180 km/h e alguns modelos possuem o sistema Start&Stop, sensores de marcha ré. Os opcionais que podem ser adquiridos incluem o ar condicionado, computador de bordo e os vidros elétricos.

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O Líder Kim Jong-Un inspeciona os novos modelos tratores agrícolas “Chollima-804” de 80hp.

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Pyongyang, 15 de novembro (ACNC) – Kim Jong Un visita fábrica de tratores . Foto KCNA

Caminhões Kunmae de 20 ton. de capacidade.

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Motocicletas Kumgang

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Investimentos em energia

Na área de energia a RDPC empreendeu grandes esforços para alavancar o crescimento econômico do país e diminuir a dependência da importação de petróleo. Foram inaugurado usinas hidrelétrica, eólicas e também usinas de energia solar.

Em 2012 a RPDC inaugurou a maior Usina Hidrelétrica do país, trata-se da UHE de Huichon com a capacidade de 300 mil quilowatts. Durante sua construção, participaram aproximadamente 50 mil trabalhadores

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Atualmente novas construções contam com instalação de placas fotovoltáicas para geração de energia.

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Visão noturna de Pyongyang

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Visão Noturna de Wonsan

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Fabricação de maquinário e eletrônicos

A RPDC fabrica diversos tipos de máquinas tais como tornos CNC e equipamentos eletrônicos diversos (computadores, tablets aparelhos celulares e etc.).

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Esses são apenas alguns exemplos do potencial econômico e tecnológico desenvolvido pela RPDC, e também serve para demonstrar que é possível apesar do boicote internacional, que um país pode trilhar o caminho do progresso e do desenvolvimento autônomo independente das imposições do mercado.

Segue link onde pode obter mais informações: http://www.naenara.com.kp/

 

 

 

 

 

 

 

 

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