Partidos de centro, à esquerda e à direita, estudam como deter Bolsonaro

Os atos golpistas, que contam com o apoio de Bolsonaro e de parte do seu ministério, têm sido impulsionado com o compartilhamento de vídeos do mandatário, em grupos do WhatsApp

David Alcolumbre (DEM-AP) reuniu-se com Bolsonaro e se posicionou contra a mobilização golpista do próximo dia 15

As legendas que integram a oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reuniram-se, nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados, para avaliar as medidas a serem tomadas diante das manifestações nacionais, marcadas para o próximo dia 15 com o objetivo de incitar um golpe de Estado, no país, com o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os atos golpistas, que contam com o apoio de Bolsonaro e de parte do seu ministério, têm sido impulsionado com o compartilhamento de vídeos do mandatário, em grupos do WhatsApp. Na avaliação de integrantes dos partidos oposicionistas, a participação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reforça o clamor público em defesa da democracia.

Além de integrantes da sociedade civil, líderes partidários de legendas da centro-direita, a exemplo do PP, PSD, PSDB e MDB também participaram da reunião. No encontro, a maioria dos participantes cobrou uma resposta mais forte do Congresso contra os recentes ataques do presidente. Na avaliação dos presentes, embora Bolsonaro conte com o apoio de um segmento alinhado à extrema direita, nas duas Casas do Legislativo, parte significativa das legendas conservadoras, como o PSDB, reagiu à convocação de Bolsonaro.

Novos ataques

Na opinião dos parlamentares que compareceram ao encontro, o abalo nas estruturas democráticas tende a atrasar o andamento de projetos significativos, como as reformas tributária e administrativa. A perda de tempo no debate sobre o funcionamento dos Três Poderes “tende a aprofundar a crise econômica”, disseram parlamentares de diferentes legendas.

Embora a oposição esperasse a presença dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP), no encontro, ambos preferiram evitar um pronunciamento mais acirrado; além de pregar o entendimento com o Palácio do Planalto.

Na noite passada, em reunião entre Bolsonaro e Alcolumbre, o presidente do senado deixou clara sua insatisfação com os ataques do presidente da República ao Legislativo. No encontro, o senador avisou ao mandatário que não irá mais tolerar novos ataques ao Congresso, do qual ele é o presidente.

— Espero não ser surpreendido por nenhum novo ataque. Acredito que esteja tudo superado para que a gente possa finalmente avançar nas pautas econômicas — disse Alcolumbre ao presidente, segundo diálogo vazado para segmentos da mídia conservadora, nesta manhã.

Fonte: CdF

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