Petrobrás salva outra vez o governo de passar vexame em novo leilão do pré-sal

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A Petrobras salva outra vez o governo do fiasco do leilão das áreas de cessão onerosa, agora, a empresa arrematou – sem outros lances o campo de Aram, na Bacia de Santos, com capacidade para ser o terceiro ou quarto maior do pré-sal brasileiro (menor apenas que Búzios, Libra e – talvez – Lula).

São ao todo 1.350 km², maior que o Estado do Rio de Janeiro, com depósitos de 40 bilhões de barris, o que deve exceder a 10 bilhões de barris recuperáveis, isto é, passíveis de extração em condições de viabilidade econômica.

A empresa, na manhã de 07/11, com uma sociedade de 20% da chinesa CNODC – foi a única a apresentar proposta e, desta vez, ninguém pode alegar que os custos indenizatórios que petroleiras que adquirissem a área foram impedimento para que as gigantes do setor entrassem na disputa.

Cenário mundial e instabilidade interna

O mau momento na economia em geral – falta de credibilidade na solidez do mercado internacional – os operadores do petróleo esperam uma definição maior  da abertura de capital da estatal saudita de petróleo, a Aramco, negócio com potencial de valer até 40 bilhões de dólares, isso se a oferta for limitada, a 2% do valor da companhia.

Poderia supor que não havendo apresentado propostas para os campos mais caros, na primeira rodado do leilão (06/11), poderia haver condições para fazê-lo na quinta (7/11).

Porém quem pensou assim, não levou em conta o tamanho da deterioração da imagem do Brasil e a percepção de que temos um governo sem rumo que poderá desandar ou para uma ditadura ou cairá devido aos enormes escândalos da família Bolsonaro que estão vindo a tona.

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