Primeiro-ministro iraquiano alerta que o assassinato de Soleimani “acenderá o pavio da guerra”

O primeiro-ministro iraquiano Adel Abdul Mahdi denunciou na sexta-feira o ataque aéreo dos EUA que matou o general iraniano Qasem Soleimani e o comandante da milícia iraquiana Abu Mahdi al-Muhandis como um “ato de agressão ao Iraque” que “acenderia o pavio da guerra”.

Mahdi, que tem laços estreitos com o Irã, classificou como “uma grave violação da soberania”. Ele convocou uma sessão parlamentar de emergência para “tomar as medidas legislativas apropriadas de maneira a preservar a dignidade, a segurança e a soberania do Iraque”.

O assassinato de Soleimani poderá tornar insustentável a atual presença dos EUA no Iraque, tanto porque as tropas dos EUA quanto funcionários civis poderiam ser alvejados pelo Irã e seus aliados, e outra consequência, é que poderá envenenar de vez a já tensa relação entre Washington e Bagdá.

Mahdi renunciou ao cargo de primeiro-ministro em novembro, em meio a uma enorme crise política no Iraque, com pelo menos 450 pessoas mortas em protestos inspiradas em parte por causa da raiva pela influência do Irã. Porém, ele ainda permanece no cargo. Soleimani interveio pessoalmente para impedir Mahdi de renunciar, informou a Reuters.

Os EUA acusaram Soleimani de organizar os a invasão no início desta semana, da embaixada dos EUA em Bagdá, após ataques aéreos dos EUA contra o grupo de milícias comandado por Muhandis.

O presidente Trump que vive as voltas com um processo de impeachment , e portanto, esse ataque talvez não passe de uma mera cortina de fumaça, twittou que Soleimani “deveria ter sido eliminado há muitos anos”.  Já o secretário de Estado Mike Pompeo disse que o ataque pretendia interromper um ataque “iminente” contra os americanos no Oriente Médio, mas não deu detalhes.

A conclusão dessa nova agressão dos EUA, é a seguinte: Para resolver um problema interno nos EUA, nada como criar um problema externo. As consequências desse ataque ainda não está tão claro, mas a julgar pelas manifestações do líder supremo iraniano Ali Khamenei que prometeu “vingança severa”, deixa bem claro a possibilidade de retaliações por parte do país do golfo Pérsico.

Se Trump ao atacar o Irã tiver cometido um erro de cálculo, mesmo porque, o Irã não é nenhuma ilha de Granada, o Oriente Médio que é um verdadeiro barril de pólvora, poderá ter seu pavio aceso para guerra!

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