Recuo de Bolsonaro não impede crescimento dos panelaços

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Após declaração ao vivo do Trump colocando previsão de mais 200 mil mortes nos EUA, novo epicentro da crise do Coronavírus, Bolsonaro recuou da sua linha extremamente rechaçada em todo o país, na qual dizia abertamente que a população deveria voltar à normalidade.

Trump, o qual também apresentou uma linha negacionista em diversos momentos desde o início da crise, agora se vê obrigado a reconhecer a generalização da crise sanitária nos EUA e começa a tentar “tapar o sol com a peneira” com medidas tardias de prevenção.

A declaração de Bolsonaro marca um giro tardio na intenção de conter seu isolamento nacional, e chama a uma unidade dos três poderes, fazendo demagogia ao dizer que sua preocupação principal é a saúde das pessoas, ele remarca sua medida completamente insuficiente de auxílio de 600 reais aos trabalhadores autônomos.

Apesar disso, como viemos denunciando ao longo dessas semanas, a linha de isolamento indiscriminado como vem sendo adotado em alguns estados, também não dá conta de combater a crise, pois não está atrelada a uma garantia de testes massivos que dê conta de identificar os infectados.

Em São Paulo por exemplo, Doria se destacou como sendo um governador supostamente preocupado com a contenção do vírus, enquanto não garante testes para os hospitais, e nem mesmo EPIs suficientes para os trabalhadores da saúde que estão na linha de frente de combate ao vírus.

Este giro do presidente deixa órfã de discurso toda a base dura bolsonarista que veio defendendo o negacionismo e fazendo pouco caso da crise sanitária que se instalou a nível mundial.

Porém é possível que seja tarde demais para desfazer o crescente rechaço que começou a se desenhar em todo o país nas últimas semanas, materializando-se em panelaços e uma ampla indignação frente à postura do presidente.

Fonte: Esquerda Diário

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