Trump põe à prova o status de superpotência dos EUA

O presidente Trump encolheu a presença global dos EUA de várias maneiras, mas às vezes, fez aposta de alto risco confiando em seu status de superpotência.

Trump, segundo suas próprias palavras “não quer uma guerra com o Irã”, mas ele ordenou o assassinato do principal comandante do Irã. Isso requer enorme confiança no escudo da superioridade militar americana.

Engajar com a China em uma guerra comercial requer a crença de que a segunda maior economia do mundo piscará primeiro em um confronto com a maior.

As campanhas de “pressão máxima” – primeiro coma Coréia do Norte e depois no Irã – foram testemunhas do poder econômico americano e da confiança de Trump de que países e empresas se alinhariam, mesmo quando as vezes relutam em fazê-lo.

Os resultados da flexão muscular geopolítica de Trump não ocorreram como esperado e até foram em certos casos decepcionantes:

  • A China não chegou nem perto das concessões de mudança de modelo comercial que Trump exigiu.
  • As capacidades nucleares da Coréia do Norte são mais formidáveis ​​do que antes “do fogo e fúria”.
  • Sanções severas contra o Irã não levaram a um acordo mais vantajoso para os EUA, mas a uma série de escaladas. A retaliação assimétrica pela morte de Soleimani permanece como séria ameaça aos interesses americanos no Oriente Médio.
  • Nicolás Maduro, da Venezuela, ainda está no poder após um ano de insistência americana em que seus dias estavam contados.

Porém no quintal de casa dos americanos, as ameaças de Trump renderam ajustes significativos no NAFTA e uma promessa do México de manter dezenas de milhares de requerentes de asilo aos EUA longe de suas fronteiras.

Manter a OTAN refém dos gastos com defesa enfureceu aliados, mas os orçamentos aumentaram.

E a retaliação militar do Irã ao audacioso ataque de Trump em Bagdá veio com um aviso prévio e foi claramente projetada para evitar um confronto direto com os militares americanos.

A conclusão é que os EUA de Trump não são muito apreciados e certamente não são nada confiáveis, como mostram os novos dados do PEW. Mas não pode ser totalmente ignorado.

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