Vendedores da pátria, deixem o Paraguai!

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Os trabalhadores e as trabalhadoras vão governar!

Os comunistas acrescentam sua voz à convocação da mobilização das maiorias operárias, para sair às ruas, para repudiar a narcopolítica e a politicagem, entregues aos interesses imperialistas liderados pelos EUA. É necessário e urgente que um novo governo de transição tome medidas imediatas para resolver os graves problemas que os habitantes do Paraguai sofrem.

O governo de Mario Abdo é o governo da fraude. De fato, na campanha eleitoral, insistimos que o sistema eleitoral está preparado para a tramoia e privilegia quem tem dinheiro. Sem dinheiro e sem trapaça, é impossível ter sucesso nas eleições em nosso país. Este é um sistema que corrompe.

Nas eleições de 22 de abril de 2018, confirmamos mais uma vez o que estávamos falando. Mario Abdo Benítez triunfou com uma fraude ultrajante. Dias antes das eleições insistimos, através de uma declaração, que o Estado paraguaio foi construído a serviço dos proprietários e exploradores a partir de 1870 e que atualmente opera a serviço de corruptos e narcotraficantes que controlam o aparato policial, militar e judicial. Em que os inimigos do povo, nossos inimigos comuns, são os donos do agronegócio e os traficantes de drogas, usurpadores de bens, os empresários exploradores, os políticos que vendem o país, os bilionários sonegadores de impostos, todos servindo aos interesses estrangeiros das multinacionais e do imperialismo, que querem continuar roubando nossos recursos naturais, explorando e expulsando nosso povo para outros países em busca de trabalho, educação e saúde, direitos que não temos no Paraguai.

Também insistimos que, enquanto não demonstrarmos nossa insatisfação organizada e mobilizada nas ruas, nos bairros, nos locais de trabalho, nas faculdades, universidades, o Strossnismo continuará a ocupar os três poderes do Estado, e os políticos continuarão esvaziando nossas instituições, tomando nossos recursos e retirando nossos direitos.

Hoje, reafirmamos fortemente essas convicções. Nosso país é governado por uma ditadura da máfia com uma fachada democrática, que é uma característica da crise do capitalismo neste século 21. E o poder real que temos hoje é o Poder Popular, a organização e a unidade da classe trabalhadora do campo e a cidade. Nós somos a maioria.

Com a crise exacerbada pelo escândalo do “ato secreto” entre os governos do Brasil e do Paraguai e diante da possibilidade de um julgamento político se abrir contra o presidente e o vice-presidente da fraude, os cartistas e os abdistas encerram – por enquanto – outra “unidade granítica” da máfia e do saque organizado, para defender seus privilégios, fazendo renunciar várias autoridades, o que provocou mais raiva e indignação generalizada na população. Para aprofundar a crise e a entrega total a serviço do capital imperialista, o parlamento da fraude aprovou a entrada de tropas dos EUA no nosso país.

Os comunistas têm a certeza de que as maiorias que trabalham devem enfrentar a ditadura da máfia que usurpa o governo, varrer com a politicagem e a corrupção e liderar um governo de libertação, cujas medidas imediatas serão:

1- Ajuste de 40% do salário da classe trabalhadora, e salário mínimo vital e móvel, que se ajuste ao custo real de vida, não apenas para a cesta básica de família, que inclua os custos de moradia, educação, saúde e recreação. Além disso, deve haver um controle rigoroso dos produtos de primeira necessidade, para garantir o acesso a eles.

2- Distribuição de terras para o campesinato, com o fim da monocultura extensiva, cultivo de alimentos saudáveis e soberania alimentar. Eliminação de grandes propriedades e recuperação de terras de pequena propriedade.

3- Investimento nos sistemas de saúde e educação pública realmente gratuitos e de qualidade.

4- Sistema de transporte público com funcionamento 24 horas de qualidade.

5- Nulidade do tratado de Itaipu e nova negociação para haver uma administração justa e independente de nossa energia. Rigoroso controle do uso e distribuição das receitas arrecadadas pelas binacionais de acordo com as prioridades nacionais.

6- Julgamento e punição de torturadores e saqueadores, especialmente nos tempos da tirania de Stroessner.

7- Desmantelamento do aparato repressivo do Stroessnismo com reformas na Polícia Nacional e nas Forças Armadas, para dignificar a defesa nacional e a segurança interna.

8- Contratos Coletivos de Trabalho em qualquer local de trabalho, seja público ou privado, com a previdência social garantida, bem como a liberdade de associação.

9- Estabelecimento de medidas para evitar o pagamento injusto de salários milionários para parlamentares, autoridades públicas, bem como a funcionários públicos e funcionários de Itaipu e Yacy.

10- Medidas antiprivatização que garantam a melhoria dos serviços públicos e do patrimônio do Estado.

11- Uma reforma do sistema eleitoral que permita a participação de trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade, eliminando o sistema de “cabresto”, com transporte livre no dia da eleição, estabelecendo a obrigação de publicidade gratuita para todas as opções eleitorais, combatendo a fraude nas mesas de votação e o financiamento privado de candidaturas.

São medidas imediatas e urgentes que abrirão o caminho para outras que também são fundamentais para melhorar a qualidade de vida de nossas famílias e construir uma verdadeira democracia, um país a serviço das maiorias trabalhadoras. Há dinheiro e capacidade técnica suficientes para realizar essas e outras medidas.

Ao perceber tudo o que a classe trabalhadora foi capaz de criar, de uma porca a um satélite, sistemas de água potável, edifícios complexos, diversidade de roupas e inteligência artificial, obras de arte de uma beleza comovente, sabemos que é possível alcançar um governo com justiça social liderado por trabalhadores.

Além disso, vendo como os capitalistas, os empregadores, se dedicaram a viver como parasitas à custa dos trabalhadores e trabalhadores, não temos confiança em suas posições e temos certeza de que, por trás de suas bandeiras de “justiça”, escondem vários projetos para continuar mantendo seus privilégios.

Reiteramos mais uma vez que nossa grande tarefa é a organização de uma poderosa frente onde nos encontremos, onde a classe trabalhadora consegue desenvolver liderança e ter identidade com o campesinato, somando-se a intelectuais e artistas, povos nativos, estudantes, pequenos e médios comerciantes e industriais honestos, levando nossas experiências de trabalho, luta e capacidade coletiva, nos preparemos na ação conjunta e cotidiana para construir um Estado verdadeiramente democrático capaz de dirigir os destinos de nosso país, em aliança com as maiorias trabalhadoras dos países de Nossa América e do mundo.

Por um governo operário, camponês e popular!

Socialismo é vida, pão e paz!

Partido Comunista Paraguaio

6 de agosto de 2019.

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