A questão Bizantina e a autocrítica da esquerda

A cidade de Bizâncio, atual cidade Istambul na Turquia, foi fundada no século 7º a.C., após conquista  do imperador Constantino XI, foi rebatizada de Constantinopla, tornando-se sede do Império Romano do Oriente.

Conta à história que em 1453, Constantinopla estando sitiada pelos turcos otomanos, o imperador Constantino XI comandava a desesperada resistência. As autoridades cristãs ortodoxas ocupadas por questões mais transcendentes do que terrena, travavam caloroso debate sobre o sexo dos anjos, ou quantos anjos cabiam numa cabeça de alfinete (“questões bizantinas”).

Resultado: Enquanto os religiosos discutiam sobre irrelevantes questões teológicas, o imperador foi morto ao lado de milhares de cristãos, cedendo lugar aos novos conquistadores, comandados por Maomé II.

queda de Constantinopla (ex – Bizâncio) marcou  o fim da Idade Média.

Assim a expressão pejorativa “sexo dos anjos” passou para história como alusão à frivolidade, inutilidade e alienação de certas questões discutidas em ocasião pouco ou nada oportuna.

O mesmo comportamento dos religiosos bizantinos no passado pode-se atualmente em certos grupos de esquerda que no momento de dificuldade por questões eleitorais ficam a cobrar a chamada “autocrítica do PT”.

Devemos deixar esses tipos cobranças para um momento oportuno. Porque agora as matilhas dos bolsonaristas já estão na rua espancando e matando. E falta muito pouco para eles invadirem as casas em busca de “esquerdistas e comunistas”!

O momento é de união para verdadeira guerra a ser travada, porque mais do que ganhar uma eleição, é a luta pela integridade física e preservação da esquerda como agente político de transformação da sociedade e o futuro da nação é que está em jogo.

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