Cientistas russos descobriram como beneficiar resíduos tóxicos

Hex
Foto: Reprodução

Cientistas da Universidade Politécnica Pedro o Grande de São Petersburgo (SPbPU) desenvolveram uma tecnologia comercial para o processamento de hexafluoreto de urânio empobrecido (hex ou UF6) para produzir fluoreto de hidrogênio. A tecnologia permite interromper o acúmulo de resíduos tóxicos e obter matérias-primas estrategicamente importantes para o país.

O hexafluoreto de urânio empobrecido aparece como subproduto do enriquecimento isotópico do urânio natural no ciclo do combustível nuclear. Atualmente, a Rússia acumulou até 1 milhão de toneladas de hex. Esta é uma substância altamente tóxica e é armazenada em áreas abertas em recipientes de aço.

A composição de hex contém um elemento bruto valioso – flúor. Os cientistas da SPbPU propõem a regeneração do flúor na forma de fluoreto de hidrogênio – uma substância estratégica para a produção de combustível nuclear. Assim, é obtido um ciclo de combustível de flúor nuclear fechado.

Na indústria moderna, o fluoreto de hidrogênio é produzido a partir de concentrado de espatoflúor natural, cujas reservas esgotam-se na Rússia e deve ser importado da Mongólia. Enquanto, o fluoreto de hidrogênio é usado não apenas na produção de hexafluoreto de urânio. É usado para a produção de quase todos os compostos industriais modernos de flúor (fluoropolímeros, gases refrigerantes mais seguro para atmosfera, criolita sintética para a indústria do alumínio, dielétricos a gás, veículos a gás etc.).

“Com as nossas pesquisas, estamos tentando resolver três problemas globais da indústria moderna: comercial – expandindo a base de matérias-primas para a produção de fluoreto de hidrogênio e reduzindo seu custo de produção usando matérias-primas tecnogênicas; político – eliminando a dependência de matérias-primas do fluoreto importado de setores estratégicos da indústria russa; ambiental – interrompendo a acumulação e redução existências de resíduos tóxicos contendo flúor acumulados em períodos anteriores ao desenvolvimento da tecnosfera “, – explicou o Gerente de Projeto, Professor da Universidade Politécnica Dmitry Pashkevich.

O projeto está sendo implementado em cooperação com a empresa “Noviye khimicheskiye Produkty” (sediado em Skolkovo) e a “Sibirskiy khimicheskiy kombinat” (GK “Rosatom”). Segundo os especialistas, atualmente, essa tecnologia já provou sua eficácia em uma instalação piloto experimental.

Na sequencia, os cientistas precisam elaborar o método proposto para a produção de fluoreto de hidrogênio a partir de outras matérias-primas contendo flúor. Os resultados deste trabalho serão apresentados em dezembro de 2020.

Fonte: RIA Novosti– Tradução OPP 
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