Comício de Trump destaca vulnerabilidades do presidente na tentativa da reeleição

O retorno do presidente dos EUA, Donald Trump, à campanha foi planejado para mostrar força e entusiasmo na reta final da campanha antes da eleição que decidirá se permanecerá na Casa Branca, porém a participação do público foi decepcionante

Boné
Chapéu queimado do “Make America Great Again” durante protesto contra a injustiça racial no local do comício do presidente dos EUA, Donald Trump, em Tulsa, Oklahoma, no sábado. | REUTERS

A difícil missão de diminuir a diferença de 13 pontos de vantagem para o insípido Biden, está cada vez mais complicada, seu discurso não ajuda em nada para ampliar o seu eleitorado. Em vez disso, seu comício de fim de semana em Oklahoma destacou crescentes vulnerabilidades e cristalizou uma mensagem na campanha da reeleição que prega a divisão, ao ignorar ampla faixas de eleitores – independentes, mulheres suburbanas e pessoas de cor – que podem desempenhar um papel crucial na escolha de Trump ou do democrata Joe Biden.

A participação abaixo do esperado no comício de retorno em Tulsa, deixou Trump furioso.

“Existe realmente apenas uma estratégia para ele, que é impulsionar esse ódio represado e tentar dividir a sociedade e ver se ele consegue obter a liderança para vencer “, disse Anthony Scaramucci, ex-conselheiro e crítico de Trump, à CNN. 

Trump não ofereceu sequer uma referência simbólica à unidade nacional em comentários que duraram mais de uma hora e 40 minutos em seu auto-descrito relançamento da campanha, enquanto o país enfrentava o aumento de infecções por coronavírus, o pior desemprego desde a Grande Depressão e a agitação social crescente.

Discurso racista

Trump também não mencionou George Floyd, o homem afro-americano cuja morte nas mãos da polícia de Minnesota no final do mês passado provocou uma revolta nacional devido a brutalidade policial. Mas ele colocou mais combustível às guerras culturais do país, defendendo estátuas confederadas e fazendo referências racistas ao coronavírus, que se originou na China e que ele chamou de “gripe kung”. Ele também disse que a deputada democrata Ilhan Omar, que veio para os EUA como refugiada, “gostaria de tornar o governo de nosso país exatamente como o país de onde ela veio, Somália”.

Enquanto isso, o candidato democrata Joe Biden, a favor do isolamento social, nada de braçadas em seu recolhimento. Ele segue a estratégia de quanto mais calado melhor. Nesse quesito, estando calado é um poeta, enquanto o falastrão Trump segue atirando pra todos os lados, inclusive no próprio pé.

Qualquer semelhança de Trump com o idiota que governa o Brasil não é mera coincidência.

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