Díaz-Canel: «Não estamos dispostos a entregar a obra, nem a independência, nem a soberania conquistada com a Revolução»

Acompanhado por membros da sua equipe de trabalho do Partido e do Governo, o primeiro secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, compareceu perante a imprensa, com o propósito de esclarecer um conjunto de matrizes que tentaram impor para desacreditar Cuba

Díaz Canel
O presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez disse que em Cuba a intervenção humanitária não é necessária. O que Cuba e o mundo precisam é de muita solidariedade em tempos como este. Foto: Estúdios Revolución.

Acompanhado por membros da sua equipe de trabalho do Partido e do Governo, o primeiro secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, compareceu nesta segunda-feira,12 de julho, perante a imprensa, com o propósito de esclarecer um grupo de matrizes que, nas últimas horas, foram impostas para desacreditar a forma como Cuba enfrenta a pandemia e gerar incidentes que provocam mercenários internos e, com isso, promovem o descontentamento e fraturam a unidade do povo.

Após as informações oferecidas sobre a geração de energia elétrica, primeiro tema abordado no dia, o presidente, que tem formação como engenheiro elétrico, explicou as particularidades do sistema energético nacional, muito marcado pelos efeitos gerados pelo bloqueio econômico norte-americano e o consumo excessivo.

Díaz-Canel lembrou que, quando as medidas restritivas foram aumentadas em 2019, quando foi anunciada a aplicação do Capítulo III da Lei Helms-Burton, foi explicado com transparência à população que teríamos deficiências, dificuldades. Naquela época, a política de sanções começou a boicotar a entrada de combustível em Cuba.

«Qual foi a decisão de Cuba?», indagou. «Proteger a geração de energia elétrica para a população, mesmo ao custo de reduzir os níveis da economia do país», argumentou.

«Há mais de um ano e meio», acrescentou, «estamos sem apagões, exceto os que ocorreram hoje, e é agora que há um déficit de geração por falha. Alguém nos disse: é um milagre não termos apagões; mas não, não é um milagre».

O presidente cubano reconheceu que nem sempre os combustíveis necessários estão disponíveis a tempo, ao mesmo tempo que destacou que a Ilha possui uma geração térmica que funciona com o petróleo cubano.

«Além disso», acrescentou, «temos várias tecnologias que funcionam com diferentes tipos de combustível. Quando não temos os tipos de combustível em tempo hábil, a geração fica sobrecarregada».

«Muitas vezes os geradores estiveram funcionando quase todos os dias, acompanhando a geração térmica, o que provoca desgastes e, portanto, dispomos de menos dias para poder ter esses sistemas totalmente eficiente», destacou.

Segundo Díaz-Canel, esta ação de sobrecarga, a falta de peças de reposição, os financiamentos que não temos conseguido, a intensificação da política de cerco econômico mantida pelo atual governo dos Estados Unidos têm feito com que não tenhamos os recursos ou as peças de reposição para a substituição em tempo hábil.

Além disso, disse, «o momento mais complexo se aproxima, o verão se aproxima. Não tínhamos capacidade de cobertura e retirar uma usina significa perder capacidade de geração, aumento da demanda e geração de apagões».

Porém, segundo o chefe de Estado, os apagões desta época têm outra singularidade, devido à Covid-19. «Além das facilidades do sistema de Saúde, tivemos que abrir centros de internação em outras dependências, tivemos que habilitar hotéis como hospitais».

Também explicou que, com o conceito de evitar transtornos para esses pacientes com a Covid-19, tivemos que proteger mais circuitos. E isso causou mal-entendidos na população.

No entanto, frisou, pode-se ter certeza de que o governo cubano teve a vontade de causar o menor transtorno possível. Não desligamos para incomodar a população. Além disso, em meio a tudo isso estamos fazendo novos investimentos no setor, apenas que os processos de funcionamento sejam planejados, mas podem ser fraturados no tempo por algo imprevisto.

«Estamos fazendo uma reparação importante em uma das unidades da termelétrica Felton; estamos fazendo um investimento com financiamento da Federação Russa na termelétrica de Mariel; estamos fazendo um conserto em um grupo de geradores; mas a termelétrica Antonio Guiteras em Matanzas teve uma avaria. Há todo um programa de investimentos em energia, embora, infelizmente, já tenhamos passado por essa situação», disse o presidente.

Na opinião do primeiro secretário do Partido, é claro que qualquer abordagem feita pela população, qualquer reclamação, podemos valorizar. E o que aconteceu, em nenhum momento, foi para incomodar nosso querido povo.

«Hoje, embora haja perspectivas de melhoria, temos que considerar o seguinte: economizar o máximo que pudermos com responsabilidade, tanto no setor residencial quanto no setor estatal. E que com a maior eficiência nosso pessoal qualificado está apto a cumprir o sistema de manutenção», destacou.

APELAMOS AO POVO PARA DEFENDER SUA REVOLUÇÃO

Díaz-Canel desmantelou o funcionamento da máquina ideológica e violenta por trás dos motins que ocorreram em Cuba nas últimas horas. Também denunciou a matriz de opinião que está sendo imposta, de que o povo foi chamado a enfrentar o povo, quando o que aconteceu é que o povo foi chamado a defender seus direitos.

Assegurou que agora pretendem questionar os acontecimentos deste domingo, pois alegam que foi feito um apelo ao confronto entre os cubanos.

«Chamamos o povo a defender sua Revolução, e o povo foi ao debate, à argumentação, mas os manifestantes responderam com violência e o povo se defendeu», enfatizou.

Sobre a «famosa mudança de regime» em Cuba, o presidente perguntou: «Quem se incomoda com o nosso regime? Não para a maioria das pessoas, porque a maioria apoiou o governo em milhares de debates públicos, dos quais também participaram quem pensa diferente.

«Quem está incomodado? Os Estados Unidos? Por que não veem as virtudes de um sistema que funciona para todos e tem resultados em áreas como saúde, educação, previdência social e paz de espírito?».

Infelizmente, apontou, alentam manobras que terminam no vandalismo e isso faz com que cerremos mais nossas fileiras, une-nos mais, esclarece-nos acerca de quais são as verdadeiras intenções, e permite nascer posições genuínas de defesa, porque não se pode conseguir uma resposta obrigada de defensa da Revolução.

«Queriam estimular esta situação», disse o presidente cubano, «em meio a um cenário complexo de pandemia, onde o isolamento deve ser extremo. Isso não é cruel, desumano e genocida? Por isso, tiveram a resposta que mereciam e sabemos como podemos derrotar essa agressão».

Díaz-Canel disse que nada acontece por diversão. Quem se beneficiaria com o que aconteceu? O setor conservador da máfia de Miami, que apoiou financeiramente as campanhas orquestradas, e o fez para buscar um pretexto agora que está em andamento uma revisão da política dos Estados Unidos em relação a Cuba.

O PAÍS ENFRENTOU A PANDEMIA «COM MUITO ESFORÇO»

Na opinião do primeiro secretário do Partido, a situação atual da pandemia deve ser vista com os antecedentes associados ao contexto em que o país se desenvolveu e a forma como tem sido trabalhado o enfrentamento ao novo coronavírus.

A pandemia, disse, «surgiu como um desafio em meio à situação de escassez e à intensificação das medidas do governo dos Estados Unidos».

Infelizmente, afirmou, «em vários locais a percepção de risco diminuiu e circulam cepas mais agressivas e com maior transmissão, o que ocasionou um pico pandêmico. Cuba demorou mais que outros países para entrar nesta situação, mas também vamos superá-la».

Quais foram os conceitos com os quais trabalhamos? O presidente se referiu, primeiramente, a saúde das pessoas. Qualquer pessoa que possamos levar para uma instituição estatal a internamos. Da mesma forma, o contato, o suspeito e todas aquelas pessoas foram para instituições do Estado; lá cuidamos de tudo e conseguimos parar a transmissão.

«Tem sido o esforço desses cientistas, que por muito tempo os aplaudimos, e acho que agora temos que aplaudi-los mais por todo o esforço que estão fazendo», sugeriu.

Ao comparar os resultados de Cuba com os de países do Primeiro Mundo, destacou que isso nos permite saber como estamos e o que mais podemos fazer.

Em sua argumentação mostrou os números por país e ficou evidente a diferença entre Cuba e a maioria das nações, que têm situações econômicas mais robustas que a nossa, nenhuma está bloqueada e todas tiveram picos pandêmicos.

«Não disseram a nenhum deles que iam intervir e que abririam corredores humanitários», denunciou o chefe de Estado.

«Com a vacina Abdala e o candidato Soberana, os testes foram feitos na presença da cepa sul-africana», disse, chamando a atenção para o indicador de morte por milhão de pessoas. «Apenas o Japão tem um indicador melhor do que nósۚ».

Da mesma forma, voltou sua atenção para a estatística de porcentagem de fatalidade. E, quanto aos registros da doença nas Américas, menos casos por milhão de habitantes, menos casos de morte por milhão de pessoas no mundo. Cuba tem 0,64% de mortalidade. É com Cuba que se devem preocupar? Embora cada morte nos machuque.

Díaz-Canel comentou que há quem diga hipocritamente que este país, com estes indicadores, exige uma intervenção humanitária, que todos sabemos onde vai acabar. «É o mesmo discurso do padrão duplo de sempre».

Em seguida, o presidente acrescentou mais perguntas à análise. Onde estão os assassinatos em Cuba? Por que eles não se preocupam com os assassinatos na América Latina? Mais uma vez, a OEA desempenha seu papel na guerra não convencional. Quando a OEA exigiu a rejeição ao bloqueio econômico contra Cuba? Os dados destroem aquelas teorias caluniosas com as quais tentam nos atacar.

Em relação ao pico da pandemia, reiterou que o número de casos tem vindo a aumentar e que o crescimento – com os rendimentos que temos em algumas províncias– começa a ser maior. Portanto, não podemos cumprir esse conceito de todo mundo ir para uma instituição.

Acrescentou que Matanzas tem hoje 110 centros abertos, onde tratam os doentes, têm também os suspeitos e os contatos dos contatos. Nas províncias que apresentam esta situação, não é possível ter todos em instituições estatais.

Por isso, reconheceu, «temos que ir ao domicílio, que continua tendo uma enorme responsabilidade institucional, porque é preciso visitar o paciente de casa em casa. Mas também com responsabilidade enorme da família, que tem que tomar um conjunto de medidas para que o isolamento seja efetivo».

«Estamos enfrentando essa complexidade», enfatizou Diaz-Canel. «Ao abrir mais centros, mais pessoal de saúde deve ser adicionado. No momento estamos abrindo esses postos, mas também os postos de vacinação; portanto, os recursos humanos também são limitados. E se houver mais pessoas doentes, são necessários mais medicamentos. Além disso, temos que levar em consideração o número de críticos e pacientes graves para evitar o colapso dos locais de terapia intensiva».

«Uma morte nos preocupa», disse o chefe de Estado, «e entre elas a morte de quatro crianças e oito gestantes dói muito». E, por sua vez, destacou os protocolos de atendimento aos que já sofreram com a doença.

«Temos nossos pontos fortes», disse. «Hoje o país já vacinou 34% da população maior de 19 anos com uma dose. Lamentamos todas as mortes, mas também temos que reconhecer tudo o que foi feito pela vida. Caso contrário, teríamos mais mortes».

Com a análise ancorada nas estatísticas, assinalou que em Cuba 1,69% dos pacientes chega ao estado de gravidade, desses casos graves conseguimos salvar dois terços e de todos os casos, salvamos 90% deles. Esses elementos ilustram a situação da Covid-19 na Ilha.

O presidente também explicou que se uma pessoa começa a ser vacinada com a primeira dose e fica doente, o ciclo de vacinação é interrompido. Todas as medidas devem ser seguidas com responsabilidade em relação aos comportamentos das pessoas, distanciamento físico, para que no menor tempo possível possamos superar esse pico epidêmico e podermos trabalhar de forma mais diferenciada com as demais categorias.

ESTATÍSTICAS EM CUBA: TRANSPARÊNCIA, PRECISÃO E VERDADE

Díaz-Canel disse que a análise estatística tem sido fundamental, e tem sido feita a partir de várias áreas, como os modelos matemáticos, que nos alertam para situações específicas e indicam caminhos a seguir.

Nas estatísticas, frisou, «foram defendidos os princípios da transparência, rigor e veracidade, e temos sido honestos, sob o princípio de que nunca iremos mentir sobre a informação à população».

Além disso, acrescentou, «trabalhamos, indistintamente, um e outro, individual, pessoal e coletivamente, com as nossas bases de dados».

«Na sede do Palácio da Revolução», destacou, «existe um painel de controle, com informações atualizadas, em tempo real, sobre o comportamento da pandemia. E tem uma série histórica de todas as estatísticas da Covid-19, o que nos permite fazer análises, e é assim que funcionam todas as estruturas».

GRATOS PELA SINCERA AJUDA A CUBA

O presidente cubano agradeceu a solidariedade e a ajuda sincera que vem de diferentes partes do mundo, de grupos e instituições solidárias com Cuba, de pessoas honestas do mundo que sabem valorizar a dura realidade que vivemos e quais são suas causas. .

Também se referiu à ajuda que vem de países amigos como a Venezuela, com o presidente Nicolás Maduro, as mensagens de apoio do México e do presidente Andrés Manuel López Obrador, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva… «Vamos aceitar essa ajuda, porque é legítima, edificante, emancipadora e demonstra o melhor do pensamento mundial».

«A ajuda que não vamos aceitar», enfatizou, «é a da interferência, que não é uma ajuda, é uma interferência. Eles tentam disfarçá-la com termos, mas vem com más intenções e não vamos permitir isso, sob hipótese alguma».

Díaz-Canel afirmou que, mais uma vez, a arrogância ianque não acredita que, apostando nesses planos simulados, iriam conseguir o isolamento de Cuba, e hoje o mundo nos apoia. «Cuba não está sozinha».

«Cada vez mais, o governo dos Estados Unidos se isola mais por ter essa atitude beligerante, sem qualquer razão contra Cuba e contra nosso heroico povo. Cuba ainda está viva e Cuba está vencendo», disse.

«Recebemos expressões de solidariedade, apoio e boa vontade por parte dos cubanos que vivem no exterior», continuou, «e a essa comunidade também expressamos nosso respeito».

NENHUMA INTERVENÇÃO HUMANITÁRIA É NECESSÁRIA EM CUBA

No discurso final, o presidente da República explicou que esta semana, de acordo com o calendário de trabalho do Estado, deverão decorrer as sessões da Assembleia Nacional do Poder Popular, correspondentes a este período, mas que foram adiadas devido à atual situação, embora de alguma forma um volume importante de informações tenha sido dado às pessoas.

«Fornecemos informações honestas, verdadeiras e transparentes sobre a situação em nosso país. Expressamos e defendemos, eu diria com veemência e firmeza, nossas verdades. Denunciamos a agressão permanente contra a Revolução, contra a nação e contra o povo cubano», resumiu.

«Ficamos comovidos», disse, «com a informação que foi dada aqui sobre eventos que, apesar de ser conhecidos, não deixam de ser transcendentais e chocantes».

Nesse sentido, referiu-se à autorização do uso emergencial de Abdala, que acarreta o reconhecimento como a primeira vacina latino-americana a alcançá-lo; e, por outro lado, o reconhecimento da eficácia de 91,2% da vacina Soberana, ambos marcos científicos do patrimônio criativo da nossa Revolução, que inserem perfeitamente o conceito de que temos uma resistência criativa, que resiste às adversidades, mas também criamos para superar o presente e melhorar o futuro.

Também destacou que as informações oferecidas vêm acompanhadas de notícias desagradáveis ​​como o aumento das infecções pela Covid-19, situações que acreditávamos não nos afetariam e que agora nos dão uma perspectiva de quanto temos que continuar fazendo para superá-lo e levar nossa população a uma situação melhor.

«Dói-nos, mortifica-nos, todas estas situações angustiam-nos, mas também estamos repletos de um enorme sentido de compromisso e responsabilidade, e, mais uma vez, queremos expressar nosso pesar pelas perdas humanas e as nossas condolências à família e amigos. Todo o nosso povo está unido nesta luta».

«Repudiamos claramente», ratificou, «os motins de agressão, vandalismo, delinquência e vulgaridade orquestrados neste domingo».

«Aqui não podemos esquecer nada daquilo que foi levantado e do apelo que fizeram os que lideraram, do ponto de vista do mercenarismo. Aqui eles pediram linchamento, intervenção estrangeira, para que os comunistas fossem mortos. Essas são expressões e são cargos pelos quais todos aqueles que participaram desses eventos terão que responder», disse o presidente.

«Com todas essas informações que compartilhamos, com base em nossas convicções, pode-se perguntar se é verdade que precisamos de uma intervenção humanitária. Creio que a resposta é muito clara, em Cuba não é necessária intervenção humanitária. O que Cuba e o mundo precisam é de muita solidariedade em tempos como este, e se alguém foi campeão dessa solidariedade genuína, é este pequeno país que está sendo questionado sobre como está enfrentando a pandemia».

Alegou que foi este país que enviou, em meio à pandemia, um importante grupo de brigadas de colaboradores da saúde a muitos outros países. O que precisamos aqui, declarou, é a retirada das 243 medidas de sufocamento e o levantamento do bloqueio. Essa é a única coisa que Cuba exige.

«Ao presidente que aconselhou ou que convidou o povo cubano a ser ouvido ou a trabalhar para eliminar os seus problemas, estamos focados nisso todos os dias. Devemos dizer a esse presidente para ouvir o mundo, para ouvir os milhões de pessoas que condenam o bloqueio a Cuba, para ouvir os cubanos e também para ouvir os milhões de norte-americanos e cubanos residentes nos Estados Unidos, que também eles são contra este bloqueio».

«Um povo capaz de criar medicamentos, vacinas, equipamentos no meio de um cerco financeiro total, merece admiração e respeito, merece poder trabalhar e criar em paz», sublinhou.

Em relação a essa paz, disse que é a que defendemos, não a violência, não encorajamos a guerra civil, como alguns quiseram expor nas manchetes. O que temos é a vontade, a convicção e o dever legítimo de defender a obra revolucionária de quem tenta miná-la, seguindo um plano anexacionista, gerando vandalismo, agressão e até incitação ao homicídio.

Nosso Governo, reafirmou, «defende, dentro da Revolução, os direitos de todos, sejam eles revolucionários ou não. Aspiramos ao bem-estar de todos, incluímos todos na nossa concepção de justiça social, mas não estamos dispostos a ceder a obra, nem a independência, nem a soberania, nem a autodeterminação que conquistamos e obtivemos com a Revolução».

«Na tarde de domingo», lembrou, «houve provocadores violentos que cometeram atos de vandalismo, que perturbaram a ordem, que apelaram à intervenção estrangeira, que garantiram que a Revolução estava caindo. Jamais gozarão desse desejo, o povo respondeu: defendeu sua Revolução. Temos o compromisso de proteger a tranquilidade e a segurança do cidadão, a paz tão necessária para podermos nos concentrar no enfrentamento efetivo da pandemia e avançar em nossos planos de desenvolvimento econômico e social».

«Esse ideal, compartilhado pela maioria, nós vamos defender, principalmente os revolucionários, e todos os que aderem. E esse é o verdadeiro sentido de que em Cuba as ruas pertencem aos revolucionários, o que não é discriminatório em absoluto, mas significa que a responsabilidade principal é dos revolucionários e também de todos aqueles que se unem na defesa da Revolução. Força Cuba, vamos resistir, vamos avançar e, como sempre, vamos vencer», concluiu o presidente.

Fonte: Granma

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