Estadão e ANJ condenam ataque sofrido por profissionais da imprensa

Os profissionais da imprensa foram atingidos por chutes, murros, empurrões e rasteiras e tiveram que deixar o local escoltados pela Polícia Militar

Momento da agressão do fotógrafo do Estado de S. Paulo (Foto: reprodução do Estadão)

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e o jornal O Estado de S. Paulo divulgaram notas à imprensa onde condenam e repudiam as agressões sofridas por profissionais do Estadão, que trabalhavam na cobertura da manifestação de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Brasília, neste domingo (3). Após serem atingidos por chutes, murros, empurrões e rasteiras a equipe de profissionais do jornal paulista tiveram que deixar o local escoltados pela Polícia Militar.

Na nota, a ANJ enfatizou que as agressões ferem a liberdade de imprensa no país e lembrou que atentar contra o livre exercício da atividade jornalística fere o direito dos cidadãos de serem livremente informados. O órgão conclui cobrando as autoridades responsáveis identifiquem e punam, na forma da lei, os agressores.

O veículo onde trabalham os profissionais também divulgou nota de repúdio à violência. “Trata-se de uma agressão covarde contra o jornal, a imprensa e a democracia” enfatizou o texto. O Estadão destacou ainda que a violência, “mesmo vinda da copa e dos porões do poder, nunca nos intimidou”.

O fotógrafo, Dida Sampaio, que fazia registros do presidente e o motorista do jornal, Marcos Pereira, que apoiava a equipe de reportagem foram vítimas de das agressões físicas. Os dois profissionais precisaram deixar o local e se refugiaram em uma área segura e tiveram que deixar o local, escoltados pela Polícia Militar. Os profissionais passam bem.

Os repórteres Júlia Lindner e André Borges, que também acompanham a manifestação para o Estadão, foram insultados, mas sem agressões físicas.

Segue notas na íntegra:

Nota do ANJ

“A Associação Nacional de Jornais (ANJ) condena veementemente as agressões sofridas por jornalistas e pelo motorista do jornal O Estado de S.Paulo quando cobriam os atos realizados neste domingo em Brasília.

Além de atentarem de maneira covarde contra a integridade física daqueles que exerciam sua atividade profissional, os agressores atacaram frontalmente a própria liberdade de imprensa. Atentar contra o livre exercício da atividade jornalística é ferir também o direito dos cidadãos de serem livremente informados.

A ANJ espera que as autoridades responsáveis identifiquem os agressores, que eles sejam levados à Justiça e punidos na forma da lei.

Brasília, 3 de maio de 2020.”

Nota do Estadão

“A diretoria e os jornalistas de O Estado de S. Paulo repudiam veementemente os atos de violência cometidos hoje contra sua equipe de jornalistas durante uma manifestação diante do Palácio do Planalto em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Trata-se de uma agressão covarde contra o jornal, a imprensa e a democracia. A violência, mesmo vinda da copa e dos porões do poder, nunca nos intimidou. Apenas nos incentiva a prosseguir com as denúncias dos atos de um governo que, eleito em processo democrático, menos de um ano e meio depois dá todos os sinais de que se desvia para o arbítrio e a violência.

Dada a natureza dos acontecimentos deste domingo, esperamos que a apuração penal e civil das agressões seja conduzida por agentes públicos independentes, não vinculados às autoridades federais que, pela ação e pela omissão, se acumpliciam com o processo em curso de sabotagem do regime democrático.”

Fonte: JC

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