Mistérios revelados por múmias (Parte II): Como o faraó Ramsés III morreu?

Faraó Ramsés III foi morto, vítima de um complô organizado por Tiyi, uma de suas mulheres, e Pentaur, seu filho, por medo de perder os direitos ao trono.

fotos
O jogo dos tronos foi resolvido 3 mil anos depois graças a testes de DNA. | Foto: Nayara Tardo Azahares

Lá, quase escondido, mantido em um dos enormes armazéns do icônico Museu do Cairo, está a múmia mais assustadora e misteriosa que os olhos humanos viram.

Um rosto que nada tem a ver com a expressão adormecida dos outros reflete dor, tortura e sofrimento.

Seu corpo, envolvido na pele de ovelhas, um procedimento impuro nos rituais de mumificação do Egito Antigo, era uma forma de punição durante o enterro daquele indivíduo.

Quem se escondeu atrás daquela pele seca, com marcas estranhas no pescoço que mostravam sinais de estrangulamento?

Que crime horrendo ele havia cometido para merecer tal punição?

Ao realizar o teste de DNA para determinar com certeza a quem o corpo pertencia, a surpresa foi o dobro para os pesquisadores.

O indivíduo E, como eles chamavam aquela múmia, pertencia ao jovem príncipe Pentaur, filho do segundo faraó da XX dinastia e último soberano importante do Novo Império Egípcio, Ramsés III.

No entanto, uma segunda pista, talvez a mais importante, reescreveu a história faraônica do país do norte da África.

fotos
Múmia que grita. | Foto: Nayara Tardo Azahares

A verdadeira causa da morte do rei Ramsés III, um dos mais polêmicos da história egípcia, estava quase resolvida.

O Papiro de Turim, pintado durante o periodo Ramessida, afirmou que ele tinha sido morto, vítima de um complô organizado pela Tiyi, uma de suas esposas, e Pentaur, seu filho, por medo de perder os direitos ao trono em favor de outro dos muitos filhos do Faraó.

Ainda segundo o antigo documento, também por essa razão, Pentaur havia sido condenado à morte por enforcamento e seu corpo salgado, coberto de pele de bode, e destinado a ir para a vida espiritual em um sofrimento eterno.

Depois de décadas de especulação,  foi confirmada a hipótese de que por muitos anos o Papiro de Turim afirmava.

Testes de DNA da famosa “Múmia que grita” revelou que esta compartilhava da mesma linhagem paterna que a múmia do faraó Ramsés III.

“A múmia que grita”, com aquele gesto terrível e agonizante, foi o assassino de seu pai”.

O faraó Ramsés III morreu de um corte fatal na garganta.

A intriga e disputa do  trono foi finalmente resolvida 3 mil anos depois graças a testes de DNA!

Related Posts
O que a ciência brasileira perdeu com a repressão durante a ditadura?
fotos

Professores e pesquisadores sofreram prisões, demissões, aposentadorias, censura de publicações, cancelamento de bolsas e de contratações

Militarização e violência revelam uma “transição inacabada” no Brasil, diz pesquisado
fotos

A história mostra que a parceria entre militares e Centrão triunfa na política. Há quem não saiba que em plena [...]

Torturas e listas sujas: como a Mannesmann aliou-se à ditadura para reprimir trabalhadores
fotos

“As fábricas foram ocupadas pela polícia da ditadura e aqui na Mannesmann houve tiros, emboscada e bombas, na madrugada de [...]

Abuso sexual, tortura e demissões arbitrárias, o papel da Belgo-Mineira na ditadura
fotos

João Monlevade era o nome do dono de uma fazenda na cidade de Rio Piracicaba, Minas Gerais, localizada a 115 [...]

Os registros inéditos do SNI que espionou mais de 300 mil brasileiros na ditadura
fotos

Nos primeiros dias de março de 1985, pouco antes de José Sarney assumir a Presidência da República, o temido Serviço [...]

Quando a história chega a ser escabrosa
fotos

Somos governados por pessoas desprezíveis que transformaram a política numa teia de mentiras, viciou a democracia, joga com as vidas [...]

Compartilhar:

Deixe um comentário

error: Content is protected !!