Novo coronavírus, mitos e realidade

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Existem muitos boatos e desinformações circulando em redes sociais e em outros meios, principalmente propagados por membros do desgoverno brasileiro. Para minimizar o problema e eximir da responsabilidade, é comumente dito que a Itália sofre com mais gravidade as consequências do novo coronavírus por ter uma população mais velha, e outras bobagens. É claro que a idade influi na letalidade de qualquer doença principalmente em uma pandemia. Na Itália, 22% da população tem 65 anos de idade ou mais, ou seja, de 60 milhões de italianos são 13,3 milhões de pessoas nessa faixa etária. No Brasil, temos 11% nessa faixa, ou seja, dos 210 milhões de brasileiros são 23 milhões de pessoas. Então dá para imaginar o tamanho do problema que teremos de enfrentar se utilizarmos esses parâmetros.

Sequelas

Diferente das outras epidemias, o novo coronavírus pode causar sequelas nos pacientes curados. Um estudo feito com pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19) na China apontou sequelas que a doença pode deixar no organismo. Além dos pulmões, o coração e os rins também podem ser afetados, provocando danos futuros aos pacientes. Foram também verificados que em paciente curados, houve uma redução para 80% da capacidade respiratória, de modo a impossibilitar atividades que antes eram normais de serem executadas. Ainda é cedo, mas existe a hipótese que os danos pulmonares possam evoluir para fibrose cística.

Então é preciso ficar alerta, o novo coronavírus não causa apenas uma gripe forte, e todas as pessoas em qualquer faixa etária deve se prevenir, com uso de máscara apropriada, lavar as mãos e utilizar álcool gel, e evitar aglomerações, inclusive em igrejas, ao contrário de muitos pregadores, que insistem em manter igrejas abertas.

Propagação

Uma das questões importantes em uma epidemia ou pandemia como no caso do Covid-19, é o comportamento do conjunto da sociedade em responder com rapidez as ações impostas pelos governos. A contenção da propagação da pandemia na China de forma contundente e em menor grau no Japão e na Coréia se deve ao senso de coletividade da população, já provadas várias vezes em diversas catástrofes naturais ou em guerra. Quando há uma conjunção entre governo com credibilidade e uma população disciplinada é possível alcançar grandes resultados em pouco espaço de tempo.

Não é o caso do Brasil, que não tem um governo, tem apenas um idiota que foi eleito presidente, que contra toda boa prática sanitária e o bom senso, deixou de lado a quarentena para participar de um ato de extra direita em seu apoio. Convém lembrar que já são 14 membros que estiveram na comitiva de Jair Bolsonaro durante a viagem aos Estados Unidos a ser diagnosticada com o Covid-19.

Outro caso de falta de senso de coletividade e irresponsabilidade, foi de um empresário paulista, mesmo testado positivo para o coronavírus no hospital Albert Einstein, em São Paulo, descumpriu as ordens médicas e viajou num jatinho particular para Trancoso, distrito de Porto Seguro, na Bahia, com os amigos. O nome do empresário é Cláudio Henrique do Vale Vieira, presidente do Grupo CVPAR.

Por enquanto, a transmissão do Covid-19 se restringe as pessoas que podem viajar de avião, ou seja pessoas que tem poder aquisitivo. A tragédia será quando o vírus passar para a população que precisa todo o dia se arriscar em ser contaminado dentro de trem, metrôs e ônibus lotado para chegarem ao trabalho.

Outro dado importante só para encerrar. No Japão, que lidera o ranking de população mais idosa com 65 anos de idade ou mais, a proporção de idosos na população total é de 28,4%, ou seja, de 35,88 milhões de pessoas (dados de 2019). Nem por isso há tantos mortos vítimas do Covid-19 como na Itália.

 

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