Primeiro lote da vacina COVID-19 chega a três clínicas de Moscou

As inscrições já estão abertas para 40 mil voluntários, podendo posteriormente ser ampliadas, de acordo com os últimos dados

As clínicas ambulatoriais nº 2, nº 220 e nº 62 de Moscou receberam o primeiro lote de uma vacina contra o coronavírus, disse a repórteres a vice-prefeita de Moscou, Anastasia Rakova.

“Hoje (04/09), as instituições médicas de Moscou receberam o primeiro lote da vacina contra o coronavírus para testes pós-registro. Os ambulatórios municipais nº 2, nº 220 e nº 62 se tornaram pioneiros. As instituições médicas estão completamente prontas para o lançamento do estudo que começará na próxima semana “, disse ela.

O vice-prefeito lembrou que a vacina é armazenada sob certas condições, por isso foram adquiridos para as clínicas freezers especiais capazes de manter uma temperatura de até 40 graus centígrados negativos. Já hoje, os residentes de Moscou podem se inscrever para participar do estudo e ser os primeiros a obter a vacina.

As clínicas que conduzem o estudo são credenciadas pelo Ministério da Saúde da Rússia para realizar ensaios clínicos. Os especialistas farão exames para determinar possíveis contra-indicações. Durante seis meses os participantes do estudo estarão sob constante observação médica, inclusive por meio do uso de tecnologias de telemedicina.

“O governo de Moscou e o Instituto Nacional de Pesquisa Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya do Ministério da Saúde da Rússia convidam os residentes da capital a participarem de testes clínicos pós-registro da vacina contra COVID-19. 40.000 pessoas estão convidadas. A vacinação é gratuita, acrescentou o vice-prefeito.

Cidadãos adultos da Federação Russa com a apólice de seguro de saúde de Moscou podem participar, desde que não tenham uma infecção respiratória aguda duas semanas antes do estudo, não estejam doentes no momento da inoculação, não tenham a infecção COVID-19 (com resultado negativo do teste de PCR e teste negativo para anticorpos IgМ e IgG) e não entrou em contato com casos COVID-19 por pelo menos duas semanas antes do estudo.

As mulheres precisam apresentar teste de gravidez negativo. Outra obrigação para mulheres é que elas não devem tentar engravidar nos próximos três meses. O estudo visa ajudar a obter um certificado de registro permanente para a vacina e ampliar o círculo de seus potenciais destinatários, incluindo a faixa etária acima de 60 anos. O estudo terá duração de 180 dias. (Com Agência TASS)

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