Primeiro lote do componente ativo da vacina Sputnik V é produzido no Brasil

Todo o lote será enviado para a Rússia para controle de qualidade

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RIO DE JANEIRO, 31 de março. A farmacêutica brasileira União Química concluiu a produção de um lote experimental do componente ativo da vacina anti-coronavírus Sputnik V em sua fábrica em Brasília, informou a embaixada russa no Brasil.

“Esta etapa do projeto, lançada em outubro passado, é um passo importante na transferência de tecnologia, necessária para garantir a produção da vacina russa no Brasil”, disse a embaixada.

Todo o lote será enviado ao Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya do Ministério da Saúde da Rússia para controle de qualidade.

No início de janeiro, a União Química recebeu material celular para fabricar a vacina e começou a produzir um lote experimental dos componentes ativos da vacina para fins de pesquisa. A União Química, que representa o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) no Brasil, apresentou um novo pedido de registro do Sputnik V no dia 26 de março à agência nacional de vigilância sanitária Anvisa. De acordo com a legislação em vigor, tais pedidos devem ser considerados em até sete dias, mas o prazo pode ser prorrogado caso alguns dos documentos exigidos não tenham sido apresentados a tempo. No dia 27 de março, a Anvisa suspendeu a revisão por prazo indeterminado, alegando que ainda não recebeu alguns dos documentos exigidos.

Este não é o primeiro atraso na revisão da vacina russa, e o chefe da União Química, Fernando Marques, havia anteriormente acusado a Anvisa de atrasos deliberados em benefício de outros fabricantes de vacinas COVID-19.

Fonte: Agência TASS

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