Bolsonaro aplica em renda fixa fortuna recebida por PIX

A quantia milionária que chegou à conta de Bolsonaro partir das mais de 769 mil transações feitas via PIX ao longo deste ano, até o dia 4 de julho. Ao todo, o ex-mandatário neofascista movimentou cerca R$ 18,5 milhões.

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O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PF) investiu R$ 17 milhões em renda fixa. A quantia é equivalente ao que ele recebeu por PIX, no primeiro semestre deste ano.  Segundo o Coaf, os títulos de investimento escolhidos por Bolsonaro foram Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Recibo de Depósito Bancário (RDB).

A quantia milionária que chegou à conta de Bolsonaro partir das mais de 769 mil transações feitas via PIX ao longo deste ano, até o dia 4 de julho. Ao todo, o ex-mandatário neofascista movimentou cerca R$ 18,5 milhões.

Para o Coaf, a movimentação é “atípica”; além de avaliar que ela pode ter relação com doações feitas a partir de uma campanha organizada por apoiadores nas redes sociais. Aliados do ex-presidente alegavam que o dinheiro seria usado no pagamento de multas judiciais.

Pandemia

Ainda assim, uma dívida de Bolsonaro de quase R$ 1 milhão ainda não foi paga. A sanção foi aplicada pelo Estado de São Paulo, em função do descumprimento de normas sanitárias durante a pandemia da covid-19. O ex-presidente afirmou, há um mês, que já havia arrecadado recursos suficientes para pagar as multas aplicadas; além de futuras novas punições, mas não tornou públicos os valores arrecadados na campanha. A defesa de Bolsonaro declarou que o dinheiro tem origem lícita e classificou o episódio como “inaceitável e criminosa violação de sigilo bancário”.

Em outro relatório, o Coaf também apontou movimentação “atípica” e “incompatível” nas contas bancárias do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. No total, Cid movimentou R$ 3,2 milhões em sete meses, entre 26 de junho de 2022 e 25 de janeiro de 2023.

Atipicidade

De acordo com os relatórios vazados para a mídia conservadora, há indícios de “movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, atividade econômica ou a ocupação profissional e capacidade financeira do cliente” e “transferências unilaterais que, pela habitualidade e valor ou forma, não se justificam ou apresentam atipicidade”.

Após a divulgação do relatório, a CPMI do 8 de janeiro tende a investigar as movimentações financeiras atípicas de Cid, com o objetivo de saber se há relação entre as transações e o financiamento dos atos golpistas de 8 de Janeiro.

Fonte: CdB
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