Bolsonaro humilha Sérgio Moro

Sérgio Moro teve sua asas cortadas, não só, o “herói nacional” foi desmoralizado publicamente!

Juiz Sergio Moro na comissão especial de combate a corrupção. Foto Lula Marques/Agência PT

Pressionado pelo flanco conservador mais estridente das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro sacou o telefone e pediu ao ministro Sergio Moro que desconvidasse de um conselho consultivo Ilona Szabó.

Pressionado, também, por parlamentares de seu lado, antes mesmo de iniciar as conversas formais com o Congresso, o presidente já abriu o flanco admitindo mudanças na reforma da Previdência, enfraquecendo sua posição inicial para negociar.

De uma tacada, minou o poder de seus dois super-ministros.

Cientista política, Ilona ocuparia uma suplência, não cargo titular, no Conselho de Políticas Criminais e Penitenciárias.

Considerada uma das maiores especialistas em segurança pública e política contra drogas no país, Ilona foi uma das coordenadoras da campanha nacional de entrega de armas, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

A postura contrária à liberação das armas e a defesa da descriminalização das drogas provocaram as pressões contra a nomeação.

Em nota, o Ministério da Justiça admitiu que recuou devido à “repercussão negativa em alguns segmentos”. (Folha) Ilona Szabó: “Senti uma certa decepção ao ver que a opinião de grupos extremos tem um impacto tão grande na opinião do presidente da República, que é o presidente de toda a população. O presidente não deveria ver pessoas que pensam diferente como inimigas. Acho que a tolerância precisa ser mote de um governo que tem tantos desafios pela frente.” (Globo)

A ‘desnomeação’ provocou outra baixa. Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e membro do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, pediu exoneração em solidariedade a Ilona. (Estadão)

Quem também saiu foi a promotora Monica Barroso, do Conselho Nacional de Política Penitenciária. Atacada ao lado de Ilona nas redes, ela pediu exoneração. Seu mandato iria até 2020. (Folha)

Já o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) comemorou nas redes. “Grande dia”, escreveu. (Globo)

Do Canal Meio

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