Conselho Nacional da Saúde afirma que o governo trabalha contra a vacina

Em meio a elevação paulatina do número de casos, o CSN insiste na necessidade da adoção de confinamento nacional de 21 dias. Para isso, contudo, reivindicam a ampliação do auxílio emergencial de R$ 600, como forma de garantir a sobrevivência das famílias

coronavac
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo federal não comprará a vacina CoronaVac, mas voltou atrás na decisão

Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto, os trabalhos da CPI da Covid revelam que o governo Bolsonaro negou a compra antecipada das vacinas CoronaVac e da Pfizer. Em vez de buscar os imunizantes, preferiu apostar na distribuição em massa da cloroquina e da hidroxicloroquina, acreditando na chamada teoria da “imunidade de rebanho”. Além disso, promove aglomerações e desestimula o uso de máscaras. Ao mesmo tempo, confronta estados e municípios que adotam medidas restritivas para conter a disseminação da covid-19.

— A tese de que o governo trabalha a favor do vírus está cada vez mais comprovada. É um governo propositalmente genocida. Eles continuam fazendo com que as pessoas adoeçam e morram — acrescentou Pigatto.

Em meio a elevação paulatina do número de casos, o CSN insiste na necessidade da adoção de confinamento nacional de 21 dias. Para isso, contudo, reivindicam a ampliação do auxílio emergencial de R$ 600, como forma de garantir a sobrevivência das famílias.

Nas sombras

Além de recusar vacinas, a CPI da Covid também revelou que o “ministério paralelo” que orienta Bolsonaro se reuniu 24 vezes durante a pandemia. De acordo com documentos apresentados pela Casa Civil, fariam parte desse grupo o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), o assessor especial da Presidência Tercio Arnaud, o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten e a médica Nise Yamaguchi. Esta última presta depoimento à Comissão na próxima terça-feira.

— Em vez de dar atenção àquilo que o CNS e demais entidades de saúde sempre apontaram, decidiram fazer um ministério paralelo. Preconizam medicamentos que não tem comprovação científica para o enfrentamento da covid-19. E acreditam na tese da imunidade de rebanho — conclui Pigatto.

Fonte: CdB

Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Content is protected !!