Escudo de Guayana: Venezuela cria uma base militar russa

A Venezuela lança o plano do Escudo das Guayana para construir uma base militar russa em Guayana

Dois aviões militares russos Il-62M e An-124 “com centenas de militares e uma carga de 35 toneladas desembarcaram no sábado na capital da Venezuela Caracas, informou a mídia local. Esses movimentos confirmam os dados do serviço de monitoramento CivMilAir, que monitora os movimentos da aeronave. No dia 23 de março, ambas as aeronaves: a Il-62M RA-86496 e a carga An-124-100, com o número RA-82035 se dirigiram para a América Latina a partir da Síria.

Na opinião dos representantes russo e venezuelano, este é um evento regular no âmbito dos acordos “militares-técnicos” existentes. Um funcionário do governo venezuelano disse que a delegação russa, chefiada pelo chefe do Estado-Maior russo, Vasily Tonkoshkurov, chegou para treinar o pessoal militar nos contratos assinados. Mas a presença de um militar de tal posição desperta rumores de que há planos de grande relevância. Mas que tipo?

Segundo o site venezuelano NTN24, de acordo com o Major Pasqualino Fernandez, secretário do Conselho de Defesa da Venezuela, há um acordo sobre a formação de uma base militar russa na Guayana – uma área formada pelos estados de Bolívar, Amazonas e Delta Amacuro no nordeste da Venezuela.

O site Miami Diário relata, citando fontes entre os militares venezuelanos, que a bordo estavam, “além de 40 soldados, 60 membros que fazem parte da equipe de apoio, especialistas em medicina, logística e comunicações”. O jornal resume os resultados da investigação do jornalista de oposição Ibeyis Pacheco, que insiste que este é o plano de Moscou, Havana e Caracas, que é chamado de “escudo Guayana”.

Segundo ele, o plano foi desenvolvido por Hugo Chávez em 2012 junto com os cubanos e prevê a retirada para a base o governo no caso de “cenários de perda de controle do poder em Caracas, seja hostilidades externas ou internas ou explosões sociais”. Segundo fontes do Miami Diário, Maduro já nomeou uma comissão presidencial sob a liderança do vice-presidente Delsi Rodriguez, em coordenação com representantes da Rússia, China e Irã, que implementarão este plano.

“Esta área no nordeste da Venezuela é uma área adequada para resistência, com acesso a água, sistemas elétricos, comunicações e que, no caso de um bloqueio do Mar do Caribe, oferece acesso ao Atlântico pelo rio Orinoco”, explica Pacheco. “Nesta área existem várias pistas de pouso onde são armazenados foguetes, equipamentos auxiliares para o carregamento de combustível e entradas de aeronaves”, conclui o jornalista.

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