Moraes lê ataques ao STF, no inquérito das fake news

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quarta-feira (17) maioria favorável ao prosseguimento do inquérito das fake news, que apura o esquema de disseminação de informações falsas e ameaças a ministros

STF
Reprodução

Até o momento, 8 dos 11 ministros já votaram em defesa da validade do inquérito. O julgamento foi retomado hoje com os votos dos ministros Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, que defenderam a continuidade das investigações. Edson Fachin já havia votado na semana passada.

Faltam os votos de Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Dias Toffoli. O julgamento será retomado nesta quinta-feira (18).

Veja abaixo trechos do voto do ministro Alexandre de Moraes:

“Que estuprem e matem as filhas dos ordinários ministros do Supremo”, essa frase, escrita por uma advogada do Rio Grande do Sul.

“Em nenhum lugar do mundo isso é liberdade de expressão. Isso bandidagem, isso é criminalidade, postagem realizada por uma advogada do Rio Grande do Sul incitando o estupro, a violência sexual contra filhas de ministros do STF”, defendeu Alexandre de Moraes.

A pessoa que fez a frase lida por Moraes, segundo um procurador do Ministério Público lhe informou, foi denunciada.

“Eu peço redobrada atenção para algumas frases duras que vou ler, de algumas agressões e ofensas feitas aos ministros do STF para que se pare de uma vez por todas de se fazer confusões de críticas, por mais ácidas que sejam, que devem existir e continuar, com agressões, ameaças e coações”, afirmou Moraes, antes de começar a ler ofensas contra a corte.

Moraes continuou a leitura dos ataques , feitos pela internet: “quanto custa atirar a queima-roupa nas costas de cada ministro filho da puta do STF que queira acabar com a prisão da segunda instância. Se acabarem com a prisão em segunda instância, só nos resta jogar combustível e tocar fogo no plenário do STF com ministros barbis dentro”.

“Onde está aqui a liberdade de expressão ?”, questionou Moraes.

“Já temos em poder armas e munição de grosso calibre, esconda seus filhos e parentes bem escondidos na Europa, por que aqui não vai ter onde se esconder. O inferno vai cair sobre sua cabeça. Faremos um tribunal em praça pública com direito a fuzilamento e todos os parasitas e vagabundos estatais”.

Veja o vídeo:

 

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