O depoimento errático de Moro

Esperado com ansiedade e temor, o depoimento vazado para imprensa deixou muita gente decepcionada pelo conteúdo 

Reprodução

O depoimento do ex-juiz Sérgio Moro aguardado com grande expectativa, decepcionou muito gente que acreditava em revelações bombásticas. Pelo conteúdo do depoimento, Moro, procurou se resguardar, não comprometer! Talvez seja uma estratégia do estilo da Lava Jato, de ir vazando informações de acordo com o seu “timing”.

Moro quando perguntado se havia alguma prática de crime por parte de Bolsonaro, procurou se eximir de qualquer responsabilidade em afirmar  que o presidente teria cometido algum crime, porém disse que quem falou em crime foi a Procuradoria Geral da República. Ou seja, “tirou o corpo fora” não teve a coragem de acusar mas, colocou a PGR em “saia justa”.

Veja o trecho:

QUE perguntado se identificava nos fatos apresentados em sua coletiva alguma prática de crime por parte do Exmo. Presidente da República, esclarece que os fatos ali narrados são verdadeiros, que, não obstante, não afirmou que o presidente teria cometido algum crime;

QUE quem falou em crime foi a Procuradoria Geral da República na requisição de abertura de inquérito e agora entende que essa avaliação, quanto a prática de crime cabe às Instituições competentes;

De substancial e comprometedor mesmo foi a parte em que afirma que Bolsonaro pretendia a penas uma “fatia” da PF, para ser mais claro a Superintendência do Rio de Janeiro. Bolsonaro tentou convencer Moro alegando que ele “tem 27 Superintendências, e que ele quer apenas uma”.

Veja o trecho:

QUE no começo de março de 2020, estava em Washington, em missão oficial com o Dr. VALEIXO;

QUE recebeu mensagem pelo aplicativo Whatsapp do Presidente da República, solicitando, novamente, a substituição do Superintendente do Rio de Janeiro, agora CARLOS HENRIQUE;

QUE a mensagem tinha, mais ou menos o seguinte teor: “Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro”;

Bolsonaro deu rápida justificativa, sobre esse trecho comprometedor, porque é o seu Estado.

Na verdade seu interesse é muito mais do que isso é claro.

A primeira ideia que surge são as tais rachadinhas do seu filho senador Flávio Bolsonaro com Queiróz e as ligações com as milícias. É claro que há fortes evidências de crime, todo mundo sabe que Bolsonaro e seus filhos enriqueceram com essa prática criminosa de ficar com parte dos salários de servidores de gabinete.

Mas, isso é “fichinha”, o que tira mesmo o sono de Jair Bolsonaro, é a “misteriosa morte de Marielle Franco”.

A elucidação do caso, através de uma investigação isenta de interferência política, pode chegar ao verdadeiro mentor do crime. O porteiro do condomínio Vivendas da Barra, o mesmo em que mora Jair Bolsonaro, ainda tem muito a esclarecer sobre quem realmente atendeu o interfone no dia do assassinato de Marielle.

Outra dúvida, quem mais estava no carro utilizado no atentado, além do assassino Ronie Lessa e o motorista Élcio Queiróz?

 

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