Presidente espanhol garante apoio contra ultradireita no Brasil

Segundo Sanchez, a extrema direita atua para quebrar os consensos mínimos necessários para a vida democrática. No encontro, Sánchez também destacou que a Espanha tem sido, nas últimas décadas, o segundo país que mais investe no Brasil.

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Lula e Sanchez conversaram longamente sobre o avanço da ultradireita na América Latina e as opções para deter o neofascismo

Presidente espanhol, Pedro Sánchez defendeu enfaticamente uma parceria entre seu país e um Brasil democrático, sob a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sanchez recebeu Lula durante uma hora e meia, no Palácio de Moncloa, em Madri, nesta sexta-feira, e disse que é vital lutar contra o avanço das forças de extrema direita, como o bolsonarismo, no Brasil, e o Vox, na Espanha.

Segundo Sanchez, a extrema direita atua para quebrar os consensos mínimos necessários para a vida democrática. No encontro, Sánchez também destacou que a Espanha tem sido, nas últimas décadas, o segundo país que mais investe no Brasil. Empresários espanhóis que participaram da agenda de Lula na Espanha relataram que veem com muito desalento o fato de o Brasil ter se transformado num país muito mais triste nos últimos anos.

Em sua fala, Lula destacou que o Brasil voltará a participar do concerto das nações e disse que a parceria entre União Europeia e América Latina é essencial para evitar uma nova Guerra Fria entre Estados Unidos e China e para a construção de um mundo multipolar. Antes da viagem à Espanha, Lula foi recebido pelo presidente francês Emmanuel Macron e pelo futuro chanceler alemão Olaf Scholz, sendo recebido como estadista – o que contrasta com a condição de pária internacional de Jair Bolsonaro.

Mídia no Brasil

Ainda nesta sexta-feira, o dirigente petista José Dirceu observa, em artigo publicado que “quando se trata de Lula, a mídia corporativa brasileira, a começar pelos tradicionais jornalões, é capaz de esquecer o princípio mais elementar do jornalismo: o de cobrir os fatos que são notícia”.

“A questão que se coloca é: pode legalmente a mídia corporativa agir assim? Haverá da parte da justiça eleitoral e do STF medidas para evitar, para além dos debates e suas regras, igualdade de condições, paridade de armas no tratamento, não editorial, mas noticioso da mídia comercial? Ou seremos imediatamente taxados de totalitários, bolivarianos, chavistas, ao exigir respeito aos fatos?”, questiona.

“O que fazer contra a censura? Isso mesmo, censura pura e direta que desconhece os fatos e a realidade, não os noticia ou os joga para o pé da página. Como pudemos ver, o noticiário fala da viagem de Lula a Europa e trata da escolha do vice, de Alckmin; mas não menciona ‘que Lula foi aplaudido no Parlamento europeu; que foi recebido pelo designado primeiro-ministro alemão e sua agenda no dia; a pauta de suas reuniões com líderes europeus; o que ele propõe ou pensa sobre nossas relações com a União Europeia”, conclui.

Fonte: CdB

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