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Rússia diz que Irã não pode ser culpado precipitadamente por ataques no golfo de Omã

Na madrugada desta quinta, dois navios petroleiros sofreram explosões enquanto navegavam pelo Golfo de Omã, entre os Emirados Árabes e Irã

Reprodução Na madrugada desta quinta, dois navios petroleiros sofreram explosões enquanto navegavam pelo Golfo de Omã, entre os Emirados Árabes e Irã

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, responsabilizou nesta quinta-feira (13/06) o Irã pelos ataques a dois navios petroleiros que navegavam pelo Golfo de Omã, entre o território iraniano e os Emirados Árabes, e disse que o episódio é uma ameaça à “paz internacional”.

“A avaliação do governo dos EUA é a de que o Irã é o responsável pelos ataques de hoje no Golfo de Omã. Esses ataques são uma ameaça à paz internacional e segurança”, afirmou Pompeo em sua conta no Twitter.

Por sua vez, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Riabkov, afirmou que o Irã não deve ser culpado precipitadamente pelo episódio e que Moscou espera que isso não aumente as tensões entre Teerã e Washington.

“Não gostaria que os trágicos eventos que acabaram de acontecer, e que balançaram inclusive o mercado mundial de petróleo, fossem usados especulativamente para aumentar ainda mais a situação contra o Irã”, disse o vice-chanceler.

Explosões

Na madrugada desta quinta-feira, o navio petroleiro norueguês Front Altair, que navegava pelo Golfo de Omã, começou a pegar fogo após os tripulantes terem ouvido uma “fortíssima explosão”. A embarcação viajava dos Emirados Árabes a Taiwan e transportava 75 mil toneladas de derivado do petróleo.

O Kokuka Courageous, navio petroleiro de uma empresa do Japão, também navegava pela região quando sofreu dois impactos no prazo de três horas, que teriam provocado uma fissura no casco do navio. Segundo a companhia proprietária, os tripulantes saíram ilesos e a embarcação não afundou.

As explosões nos petroleiros no Golfo de Omã aconteceram enquanto o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, está em visita oficial a Teerã. Pelo Twitter, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, afirmou que as propostas de diálogo do país são “imperativas”.

“Reportados ataques em embarcações com ligações japonesas enquanto o primeiro-ministro Shinzo Abe estava reunido com o aiatolá Ali Khamenei para uma longa e amigável conversa. Suspeitas não iniciam a descrever o que aparentemente ocorreu esta manhã. A proposta do Irã pelo Fórum Regional de Diálogo é imperativa”, disse Zarif.

Tensão

“O Irã está revidando porque o regime quer encerrar a nossa bem sucedida campanha de pressão máxima. Nenhuma sanção econômica impedirá que a República Islâmica ataque civis inocentes, corrompa os mercados globais de petróleo e dê início à chantagem nuclear”, disse Pompeo que, segundo o jornal britânico The Guardian, não apresentou provas contra o país do Oriente Médio.

Por sua vez, Teerã negou ter responsabilidades nos atos envolvendo as explosões nos petroleiros e a chancelaria iraniana sugeriu que terceiros poderiam estar tentando provocar um conflito entre EUA e Irã.

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, condenou o episódio envolvendo os navios e disse que o mundo “não pode se permitir” um conflito na região. Segundo a agência France Presse, O Conselho de Segurança da ONU irá se reunir, a pedido dos EUA, ainda nesta quinta-feira em caráter de urgência e de portas fechadas.

Os episódios de tensão envolvendo Washington e Teerã aumentaram depois que o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, abandonar o acordo nuclear com o Irã, assinado em 2015 e reconhecido pelo Conselho de Segurança da ONU.

Fonte: Ópera Mundi

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