Venezuela preparou 15 mil snipers contra invasores

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O membro do ANC (Assembléia Nacional Constituinte) Pedro Carreno, disse em entrevista a Televen que a Colômbia sofrerá uma “derrota esmagadora” caso pretenda invadir a Venezuela. O exército colombiano “não tem nem a força, nem o equipamento, nem o povo, nem o treinamento, nem a força do espírito” necessários para as “ações militares” contra a Venezuela.

Carreño observou que o exército venezuelano estava preparado e armado com um complexo “Igla”, MANPADS (sistemas portáteis de defesa aérea), capaz de disparar contra alvos em distâncias de mais de 2000 metros. ” Ele também apontou que na Venezuela há quase 15.000 snipers (atiradores de elite) no exército e na milícia, com mais de 1,6 milhão de combatentes.

“Você sabe o que é um atirador experiente com um rifle Dragunov? Cada cartucho é um inimigo destruído”, acrescentou.

O golpe

O golpe, que começou em 23 de janeiro, perdeu força, era necessário redobrar os esforços para ativá-lo, caso contrário, Washington perderá a campanha para legitimar o poder ilegal. No sábado, milhares de golpistas avançam para a fronteira com a Colômbia e o Brasil para receber ajuda material do Ocidente. O autoproclamado presidente, Juan Guaydo, prometeu retirar essa assistência “a qualquer custo”. O boneco de Washington está preparando demonstrações em todo o país para “acompanhar os esforços voluntários”.

Na segunda-feira, cinco deputados do grupo parlamentar do Parlamento Europeu, o Partido Popular Europeu, tentaram se encontrar com Juan Guaydo em Caracas, mas o governo Maduro os mandou para casa , temendo provocações. Na noite de segunda-feira, Donald Trump falou aos venezuelanos em Miami.

O presidente dos Estados Unidos ameaçou os militares na Venezuela com graves conseqüências se continuassem apoiando o presidente legítimo, Nicolas Maduro. “Se eles escolherem esse caminho, eles não encontrarão refúgio, não haverá saída fácil. Eles perderão tudo”, disse Trump. Ele acrescentou que prefere uma “transição pacífica”, mas não exclui a possibilidade de usar a opção militar: “queremos uma mudança pacífica de poder, mas todas as opções estão abertas”.

Washington está se preparando para uma invasão militar da Venezuela. Assim, de 6 a 10 de fevereiro de 2019, aviões de transporte militar voaram para Porto Rico, República Dominicana e outras ilhas do Caribe. A Marinha dos EUA implantou um grupo de porta-aviões no Oceano Atlântico e na costa da Flórida. A frota é composta pelo porta-aviões USS Abrahm Lincoln (CVN-72), um cruzador de mísseis e quatro destróieres, além da fragata da Marinha Espanhola. O representante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), almirante Craig Foller, visitou a Colômbia e o Brasil, onde, aparentemente, foram realizadas negociações sobre ações conjuntas na Venezuela.

Venezuela se prepara para intervenção

Os Chavistas se prepararam para medidas de retaliação. Durante uma manifestação no estado de Mérida, o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, convocou a população a ir às ruas em 23 de fevereiro “em resposta a tentativas de provocar intervenção militar”.

O porta-voz da Assembléia Nacional Constituinte (ANS) afirmou que a crise nacional na Venezuela foi desencadeada por um bloqueio econômico organizado pelos Estados Unidos. De acordo com Cabello, apenas em Mérida, o governo venezuelano fornece 12 mil toneladas de alimentos por meio de comitês locais de abastecimento e produção (CLAP) para 6 milhões de pessoas, “enquanto a oposição diz que vai entregar 70 toneladas de alimentos para 20 mil pessoas”. Esse é um pretexto para a intervenção, disse Cabello.

Do Pravda.ru

 

 

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