Fatos políticos da semana – Da condenação de Lula à internação de Bolsonaro

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Vários acontecimentos têm ocorrido em ritmo acelerado, no terreno doméstico temos a condenação previsível que até o mundo mineral (como diz Mino Carta) sabia de antemão de Lula. A condenação de Lula no caso do sítio Atibaia mereceu comentários até de seus maiores críticos, abaixo um trecho do comentário de Reinaldo Azevedo (um insuspeito antipetista) em 26/01.

“Temos hoje uma Justiça administrada por uma espécie de ente de razão. Não são os “Illuminati”, como querem os paranoicos de caricatura. É só a corporação da toga a exibir a sua hipertrofia, em associação com o Ministério Público Federal. Já gastei muita tinta desta Folha na versão impressa e já capturei muitos cliques na versão eletrônica tratando dos, como direi?, exotismos da sentença de Moro. Quero agora propor um exercício modesto.

Das duas, uma: ou assistimos, no dia 24, a um julgamento de exceção, cujos critérios e cuja prática não mais se repetirão porque o próprio sistema judicial deve repeli-los, ou abrimos as portas para o incerto: nesse caso, a única garantia que haverá no direito, e não apenas no penal, será não haver garantia nenhuma.

Se isso nunca mais se repetir, Lula está sendo vítima de um julgamento de exceção. Se atravessarmos o umbral, estará decretado o fim da segurança jurídica. Restará o Direito do PowerPoint, que é a expressão gráfica e ágrafa da Teoria do Domínio da Fábula, criada para inflamar os apedeutas das redes sociais de Banânia”. (FSP-Brasil 247)

Agora com a condenação de Lula pela juíza Gabriela Hardt, Azevedo volta a carga:

“Ainda que a juíza visse algum vício — e creio que não veja —, tomaria a decisão que tomou porque tal decisão jogaria luzes na condenação assinada por Sérgio Moro. Assim, e nos estritos termos da minha consideração, Lula já estava condenado antes mesmo de ser julgado. Resta saber se essa, vá lá, escola de julgamento e condenação vai vigorar também para os varões e varoas de Plutarco do bolsonarismo”.

Em resumo, a Juíza quer queira, quer não ia condenar Lula de todo jeito, mesmo sem provas, pra não causar constrangimento e comparações em relação à condenação anterior do juiz Sério Moro. Porém essa nova condenação absurda tem gerado muitas contestações no meio jurídico.

Mas nem tudo é má notícia, com essa nova condenação cresce as chances de Lula na indicação para o Nobel da Paz. A campanha da indicação de Lula ao prêmio, encabeçado pelo ganhador de Prêmio Nobel da Paz em 1980 o argentino Adolfo Pérez Esquivel conta com quase meio milhão de assinaturas.

Outro grande fato desta semana é a piora no estado de saúde de Jair Bolsonaro, que após 48 de cirurgia havia retornado a presidência. Chegaram a montar uma estrutura no hospital para que ele pudesse assumir o governo mesmo na convalescênça. Este tipo de atitude demonstra a falta de confiança do clã dos Bolsonaros com seu vice – o general Mourão. Segundo a equipe médica do hospital Albert Einstein, Jair Bolsonaro teve febre devido à pneumonia.

A guerra nos bastidores é um desfecho que na verdade vem desde a campanha, Jair Bolsonaro é um presidente tutelado, os militares são obrigados a suportar por enquanto as suas bizarrices  e as estripulias dos seus filhos. Há muito que se temer pelo lado dos filhos aloprados, caso Jair Bolsonaro, não tiver mais condições de estar à frente do governo devido às complicações da “facada” que levou. Os militares não vão dar proteção principalmente a Flávio Bolsonaro.

Devidos às incertezas do desgoverno bolsonariano, começa  haver choque entre Mourão, e os terceirizados – Olavo de Carvalho e Steve Bannon, o ex-estrategista de Trump.  Em seu ataque, Bannon disse que “Mourão não é útil e é desagradável”.            

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