Líderes golpistas na Guiné anunciam toque de recolher em todo o país

Os líderes do golpe na Guiné apelaram a todas as unidades militares do país para que mantenham a calma e evitem as mobilizações contra Conacri. 

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As Forças Especiais guineenses assumem o controle do país africano após realizar um golpe. | Foto: Zuma press

O golpe militar na Guiné impôs um toque de recolher a todo o país africano no domingo, após consolidar a derrubada do presidente Alpha Conde.

“O toque de recolher entra em vigor a partir das 20h em todo o país até novo aviso”, disseram os militares.

Por meio de nota, os golpistas também anunciaram a substituição dos governadores pelos militares e convocaram os ministros cessantes e os presidentes das instituições para uma reunião nesta segunda-feira na capital Conacri.

“Qualquer recusa em comparecer será considerada uma rebelião”, afirmou o golpista militar na mensagem da televisão.

Os militares convidaram todos os funcionários públicos do país para comparecer a seus empregos na segunda-feira.

Também pediram a todas as unidades militares do interior do país que mantenham a calma e evitem mobilizações contra Conacri.

Os golpistas garantiram à comunidade nacional e internacional que tomaram todas as medidas para garantir o atendimento médico do destituído presidente Alpha Conde.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, rejeitou este domingo o golpe contra o Presidente da Guiné, Alpha Conde e indicou estar atento à situação política no país.

A União Africana também condenou o golpe e exigiu a libertação de Alpha Conde, enviado pelos conspiradores do golpe, para o campo de Makombo em Conakry.

Na manhã de 5 de setembro, foi relatado um tiroteio envolvendo forças especiais guineenses nas proximidades do palácio presidencial na capital guineense, Conakry.

Posteriormente, o líder do Grupo de Forças Especiais (GFS) da Guiné, Mamady Doumbouya, anunciou a tomada do poder, bem como a prisão do Presidente Alpha Conde e a dissolução do Parlamento.

Fonte: teleSUR

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