O Burro diplomado e a pandemia

Há alguns anos atrás numa cidade da grande São Paulo, havia um político carismático e muito popular que sempre era eleito prefeito. Só para ter uma ideia do tamanho de seu prestígio político, ele havia exercido na cidade o cargo de prefeito por quatro mandatos. Na década de 1980, um ex-juiz e seu desafeto o  havia sucedido como prefeito pelo MDB e sempre que podia, se referia a esse ex-juiz como um “burro diplomado”.

Na foto acima o burro era órfão e foi adotado pelos soldados da 13.ª DBLE (13e Demi-Brigade de Légion Étrangère). Batizado de Bambi, acabou por se tornar a mascote da unidade. Guerra da Argélia, Junho de 1958.

Recentemente uma imagem tem circulado nas redes sociais e que, apesar de o texto que a acompanha não corresponder à realidade, é uma ótima adaptação a nossa realidade.

Carreatas e Buzinaços contra o isolamento social

As carreatas e buzinaços refletem esse momento de insensatez, em que a maioria dos participantes são pessoas de idade madura, brancos, classe média, teoricamente diplomados, mas não passa de analfabetos funcionais. Uns verdadeiros burros diplomados!

Seguidores de psicopatas seguem conselhos de Bolsonaros, “velho da Havan”, Roberto Justus e o dono do Madero.

Ao contrário do que esses irresponsáveis afirmam, o Covid-19 não causa somente uma “gripezinha” e mata somente “velhinhos”. Os fatos comprovam que a pandemia está ceifando pelo mundo a vida de milhares de pessoas sem nenhum histórico de doenças crônicas, inclusiva crianças e adolescentes.

Eles querem que os pobres, os da classe trabalhadora arrisquem suas vidas diariamente com ônibus, trens e metrôs lotados – assim como no passado quando os soldados de infantaria ao toque de tambor iam de peito aberto, marchando em direção das trincheiras do inimigo para encontrar a morte – enquanto ficam em seus confortáveis escritórios ou mesmo em casa.

Pouco importa para esse pessoal de extrema-direita a vida das pessoas, mesmo porque dispõem dos melhores hospitais e aparelhos de respiração mecânica caso contraiam uma “gripezinha” qualquer.

A burguesia está desesperada tentando salvar esse sistema neoliberal, que está moribundo em seu leito de morte, só a espera que desliguem os aparelhos.

O “estado mínimo” e suas políticas antissociais são um fracasso, não consegue fazer frente às crises econômicas, sociais e humanitárias.

Até lideres neoliberais renitentes se dobraram frente a realidade, Shinzo Abe, o primeiro ministro do Japão foi o último líder dos países mais ricos a adotar o isolamento social e medidas de mitigação, seguindo Boris Johnson e Trump.

Mesmo nesse período de isolamento social, a classe trabalhadora deve utilizar o tempo disponível para se preparar  ideologicamente para a luta – assim que esse período de isolamento social passar – nas ruas.

Mesmo porque, assim como o “sábado”, o “Mercado” foi feito para os homens e não ao contrário.

Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

9 − um =