Precisamos, sim, derrubar este governo

Charge: Mauro Iasi

Giovanni Frizzo – militante do PCB

O contexto brasileiro da Pandemia tem explicitado o caráter mais perverso do governo Bolsonaro: o ódio ao nosso povo, o ódio ao povo trabalhador e a submissão aos interesses dos grandes ricos e ao governo norte-americano. Nosso povo está morrendo para preservar a “economia”.

O projeto do governo e dos grandes ricos, mesmo antes do mundo ser acometido pelo Corona Vírus, é de desmontar totalmente os direitos sociais e garantia de condições de vida através do serviço público. Diferentes medidas de privatizações, cortes orçamentários, retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, expansão do saque de terras indígenas e quilombolas, entrega do patrimônio nacional a corporações estrangeiras e outras, têm sido implementadas desde o início do governo Bolsonaro.

A insatisfação popular com tais medidas tem crescido gradualmente ao longo dos meses, inclusive com a manifestação de diferentes segmentos para o fim deste governo. Inclusive, as disputas das frações da burguesia estão se acirrando para garantir os seus interesses que, por vezes, se chocam no encaminhamento das diferentes formas de superexplorar a classe trabalhadora.

Ao caráter antipopular e entreguista do governo Bolsonaro se soma a disseminação de mentiras, apologia à sanguinária ditadura empresarial-militar, ameaças de golpe, truculência no trato com a imprensa, ataques descabidos às universidade públicas, denúncias de envolvimento do seu clã com milícias, sem contar os pronunciamentos terríveis que o presidente faz com uma série de equívocos.

Não bastasse toda a difícil situação de enfrentar estes tempos de Pandemia e ameaça à vida e saúde da população, esse cenário de caos em que estamos vivendo aumenta a fervura do caldeirão de derrubada do governo.

Nós afirmamos que: sim, é preciso derrubar este governo!

Diferente do que alguns agrupamentos políticos defendam de que aguardemos as próximas eleições para mudar o rumo do país, tal como a infeliz manifestação do ex-presidente Lula recentemente, a atual situação requer da classe trabalhadora o protagonismo na direção política e econômica do país imediatamente. Aguardar as eleições de 2022 é condenar milhares de pessoas à morte, antes e depois do Corona Vírus; é condenar o povo brasileiro à viver mais tempo na miséria, na degradação das condições de vida, na terra arrasada que os grandes ricos estão fazendo no país.

Esse protagonismo da classe trabalhadora na derrubada do governo é fundamental para enfrentar um quadro que se desenha como possibilidade por dentro das disputas burguesas. Nos últimos dias, diferentes políticos, agrupamentos econômicos e entidades representantes da própria burguesia tem se manifestado exigindo renúncia, impeachment e outras formas de interromper a atual gestão supostamente fazendo coro à indignação popular.

Porém, o que estes agrupamentos da burguesia não expressam publicamente é que estão projetando o cenário futuro após a pandemia. A crise do capitalismo se aprofundará ainda mais e a recessão econômica está praticamente dada em todo o globo. Se, neste momento, é correto concentrar todas as forças no enfrentamento à disseminação do Corona Vírus, não se pode acreditar que os governadores e Rodrigo Maia estejam realmente preocupados com a vida antes da economia.

O que estes setores querem, na verdade, é manter a instabilidade econômica para que, ali na frente, possam justificar o desmonte total do Estado brasileiro para beneficiar meia dúzia de grandes ricos do país e o seu projeto de poder político.

A ruptura deste governo deve vir acompanhada da ruptura com o sistema. Para isso, apenas a classe trabalhadora pode levar a cabo um projeto alternativo ao capitalismo, um projeto que coloque os trabalhadores e as trabalhadoras nas esferas de poder real e não apenas eleitoralmente. O protagonismo da classe trabalhadora na derrubada do governo Bolsonaro é fundamental para que a alternativa ao que está posto seja para melhor e não para mais do mesmo como temos acompanhado nos últimos tempos.

Fora Bolsonaro/Mourão e aliados!

Pelo Poder Popular!

Fonte: PCB

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