População se revolta contra Carrefour após a agressão e morte de um homem negro

Logo após a morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, agredido covardemente por dois seguranças — um deles PM temporário, fora de serviço —, no supermercado Carrefour, na zona Norte de Porto Alegre, às vésperas do feriado da Consciência Negra, centenas de manifestantes se reuniram para protestar.

Segue vídeo da revolta popular em frente ao Carrefour:

Repercussão:

A Candidata à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D’Ávila (PCdoB), também se pronunciou sobre a morte.

“Estava no debate da Band e na saída soube do assassinato de um homem negro pela abordagem violenta dos seguranças do estacionamento do Carrefour. Sei que já há pedido de investigação sendo feito por parlamentares e pela bancada antirracista recém eleita. Mas as imagens dizem muito. O racismo que estrutura as relações de nossa sociedade precisa ser enfrentado de frente. As mulheres e homens brancos precisam assumir a sua responsabilidade na luta antirracista. Quantos Betos? Qual pessoa branca você viu ser vítima dessa violência??”

‘Assassinato bárbaro’

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes classificou o episódio como “assassinato bárbaro”. “O Dia da Consciência Negra amanheceu com a escandalosa notícia do assassinato bárbaro de um homem negro espancado em um supermercado. O episódio só demonstra que a luta contra o racismo e contra a barbárie está longe de acabar. Racismo é crime! #VidasNegrasImportam”, escreveu.

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